Todos sabem que nós, brasileiros, temos a tendência de usar palavras demais para nos expressar. No entanto, há alguns anos, as redes sociais nos induzem a desenvolver uma comunicação clara, concisa, informal e fácil de entender. E, agora, empresas internacionais começam a treinar seus funcionários a usar o Plain English. Mas o que é isso?
 
Comunicar-se usando o Plain English é lembrar que “less is more” (menos é mais). É evitar jargões, acrônimos e estruturas rebuscadas, para que, de fato, TODOS compreendam a mensagem em inglês, quer este idioma seja a primeira língua ou não da pessoa que lê ou ouve. O Plain English serve também para que ninguém se sinta excluído ou simplesmente deixe de realizar algo na empresa, por não entender totalmente a mensagem.

Um exemplo:

Você pode usar a expressão  “blue-sky thinking”, para designar ideias que não são limitadas por modas ou crenças.  Mas se você…

a) está se comunicando com um público multicultural
b) quer ser entendido e não faz questão de demonstrar seu vasto vocabulário

…os conceitos do Plain English orientam que é melhor você escrever ou falar o que quer dizer, sem usar uma expressão pouco conhecida pela maioria.  No mundo ideal, todos buscariam o significado da expressão e aprenderiam mais uma, certo? O mundo corporativo não é um mundo ideal L

Há empresas internacionais, como a Pearson, que já elaboraram um guia para ajudar os funcionários a se expressarem de forma que todos compreendam. Algumas dicas divulgadas:
– Use uma linguagem simples, lembre-se que você está falando com um estrangeiro cuja primeira língua não é o inglês
– Use frases curtas, de aproximadamente 20 palavras
– Evite jargões e expressões idiomáticas
– Sempre que possível, escolha palavras curtas
– Apresente sempre a informação chave antes dos detalhes
– Use voz ativa ao invés de voz passiva (“We’ll do it” ao invés de “It will be done”)
– Quebre longos textos com subtítulos
– Se tiver de usar acrônimos ou abreviações, coloque a definição na primeira vez que mencioná-los no texto. Ex: I.P.O. (initial public offering)

Então, como emissores de mensagens em inglês em empresas internacionais, temos de usar o Plain English. E como eternos estudantes de inglês, devemos continuar aprendendo os tais jargões, acrônimos e estruturas complexas, para entender qualquer interlocutor – ou impressionar um chefe gringo, né? J

Escrito por Rose Souza. Publicado em 19.10 na coluna semanal da Exame.com. Editado por Rose Souza para o blog da Companhia de Idiomas 

Rosangela Souza é fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e ProfCerto. Graduada em Letras e Tradução/Interpretação pela Unibero, Business English na Philadelphia, USA.Rosangela Souza é fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e ProfCerto. Graduada em Letras e Tradução/Interpretação pela Unibero, Business English na Philadelphia, USA.
Especialista em Gestão Empresarial com MBA pela FGV e PÓSMBA pela FIA/FEA/USP.  Desenvolveu projetos acadêmicos sobre segmento de idiomas, planejamento estratégico e indicadores de desempenho para MPMEs. Colunista do portal da Catho Carreira & Sucesso, RH.com e Exame.com.   Professora de Técnicas de Comunicação, Gestão de Pessoas e Estratégia na pós graduação ADM da Fundação Getulio Vargas/FGV.


E se você quer se aprofundar neste assunto, fale com a gente. A Companhia de Idiomas tem professores que vão até a sua casa ou empresa. Fale com: roselicampos@companhiadeidiomas.com.br 
 

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