A luta de homens e mulheres tem foco na conquista, primeiro, do equilíbrio das atividades e desafios da vida profissional com os da vida pessoal. Em especial para as mulheres, pois o nosso papel em casa ainda continua sendo mais exigido que o do homem, em termos de cuidado com os filhos, quando os temos, e a gestão da rotina geral da casa. Em Segundo, do equilíbrio entre as nossas essências, tão importantes na busca por sermos seres humanos e profissionais de sucesso.

É fato que os homens têm participado mais ativamente na educação dos filhos e nas tarefas domésticas, mas ainda é uma participação tímida. Hoje, há homens que choram, erram, voltam atrás, pedem desculpas, posturas muito diferentes da criação baseada no silêncio total e na obediência cega dos anos 60.

[CORTAR]Homens e mulheres são diferentes! Apesar de alguns estudos tentarem provar, cientificamente, a desigualdade de inteligência matemática e verbal através do tamanho do cérebro, não há provas evidentes de que os homens sejam mais inteligentes do que as mulheres. O que devemos realmente considerar são os estímulos recebidos durante o desenvolvimento humano, esses são cruciais. À medida que o cérebro recebe estímulos variados, as células neurais são capazes de estabelecer novas conexões, promovendo maior conectividade entre as informações. A única afirmação que se pode fazer é que o cérebro das meninas atinge a maturidade aos 11 anos e o dos meninos três anos depois.

Independente dessas diferenças físicas, a realidade é que todos nós, homens e mulheres, carregamos:

1) a essência masculina: nosso lado racional, combativo, lógico, pragmático, determinado, organizado, competitivo, prático e instintivo, ou seja, o yang.

2) a essência feminina: engloba os aspectos emocional, compassivo, sentimental, protetor, doador, estético, intuitivo e criativo, ou seja, o yin.

3) a essência infantil: nosso lado criança, espontâneo, irreverente, destemido, curioso, divertido, imaginativo e até exagerado.

É preciso permitir que esses três aspectos se manifestem em equilíbrio. Além de sermos uma mescla dessas essências masculinas, femininas e infantis, nossa personalidade ainda é impactada pela experiência de vida e estímulos externos. Pessoas diferentes abordam a mesma tarefa ou função, usando conjuntos diferentes de inteligências, o que é ótimo, desde que essas tarefas e funções sejam desempenhadas adequadamente. Como trabalhamos ao lado de nossos pares, podemos aprender maneiras mais eficientes de realizar determinadas funções.

Quero deixar você, leitor, com alguns questionamentos para que possamos refletir sobre como ainda interferimos para termos o seguinte cenário:

– Profissionais brasileiras recebem, em média, 34% menos que seus pares masculinos para desempenhar as mesmas funções.

– Dentre as 150 melhores empresas para se trabalhar de 2010, segundo estudo da VocêSA/ Exame, temos 23% de mulheres gerentes, 12% diretoras e apenas 7% presidentes.

O quanto eu me permito aprender com os outros? O quanto estou aberto para o novo, o diferente?

Que estímulos ainda continuamos dando para as meninas e meninos? Fazemos distinções na educação familiar e escolar?

Fazemos comparações entre o desempenho e postura de meninos e meninas, homens e mulheres?

Incentivamos essas diferenças naturais?

Entendo que temos de nos unir e nos ajudar, homens e mulheres, para enfrentar os novos desafios que chegaram com a era da informação e conhecimento, com um incremento adicional da tecnologia em constante evolução.

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