Essa palavra normalmente traz uma conotação negativa e faz parte da nossa realidade. No entanto, se analisarmos friamente, ela pode ser oportunidade de aprendizado e crescimento, ou seja, um conflito pode e deve ser proveitoso, muitas vezes.

Se procurarmos no dicionário, conflito quer dizer:

1) oposição de interesses, sentimentos, ideias. 2) luta, disputa, desentendimento. 3) briga, confusão, tumulto, desordem. Enfim, há vários graus de conflitos, conflito interno e até o armado. As principais causas dos conflitos são as diferenças de personalidade; ego e estresse.

[CORTAR]Portanto, se somos pessoas diferentes, temos opiniões e ideias diferentes, certo? Como lidar quando temos de chegar a um denominador comum, seja no trabalho ou na família? Conflito é uma variável que demanda tempo, energia e habilidade.

Quando estamos diante de uma situação de conflito, temos de aprender a pensar antes de reagir, fazer escolhas, traçar metas e dialogar com a gente mesmo e com o outro ou outros envolvidos e interessados. Não podemos enxergar a pessoa que tem posição diferente da nossa como um oponente ou até inimigo. Não é uma disputa de quem tem razão, de quem tem mais poder ou de quem vai vencer, quem é o mais teimoso. Temos de pensar no porquê e no que será bom para o negócio, para a equipe, para o cliente, o que será bom para o convívio harmônico de todos, mesmo partilhando posições diferentes etc. Isso também vale para a família.

Quem não aprende a se colocar no lugar do outro se comportará como um rei ou um pequeno deus, que desejará que os demais gravitem em sua órbita, vai machucar e não se importará com isso. Algumas dessas pessoas “magnânimas” que reagem sem pensar moldam seu comportamento pelo fenômeno do bateu-levou, ação-reação. Ação-reação pode ser importante para a física, mas péssimo para o relacionamento entre as pessoas.

Por outro lado, existem aquelas pessoas que são o oposto do do bateu-levou, são as que fazem de tudo para não se colocar em conflito, que divergem, mas nunca se posicionam e, às vezes, ficam em cima do muro ou seguem a maioria. Em um ambiente no qual há unanimidade, há o medo da crítica e não há ótimos resultados e melhorias. Quem disse que a maioria está sempre certa?

Também não é sempre que temos de confrontar ou, ainda, não fazer nada, engolir ou deixar para lá. Na vida, nada pode ser 8 ou 80, os extremos são sempre nocivos para as relações, posições rígidas e inflexíveis minam as relações e adoecem o físico. Há que se ter resiliência, há que ser, em alguns momentos, 15 e em outros 50. As pessoas que mais evitam se posicionar são as que mais adoecem, pois vão acumulando frustrações ao longo da vida, deixam passar oportunidades de se mostrarem, de serem humanas.

Essas diferenças de reações existem, pois sempre buscamos fugir da dor e alcançar o prazer. Então, dependendo de que sensação ou emoção o conflito nos traz, iremos evitá-lo ou atrai-lo. Pense e responda a si mesmo:

Como o conflito faz você se sentir?

Energizado;entusiasmado; motivado; confiante; nervoso; desmotivado; frustrado; estressado; diminuído; incomodado; desafiado; indiferente

Procure se lembrar de quando era criança como você reagia a conflitos. Essa viagem ao passado é importante, pois tendemos a reproduzir comportamentos, adquiridos na infância e adolescência, na fase adulta, sem entender muito bem como. O que pensamos determina o que sentimos. O que sentimos determina o que registramos em nossa memória. O que registramos determina os pilares da nossa qualidade de vida. Uma pessoa inteligente aprende com seus erros, uma pessoa sábia aprende com os erros dos outros. Temos de ser diretores do nosso roteiro de vida. Não queremos ser escravos de comportamentos que nos prejudicam, certo?

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