Você tem dificuldade para se lembrar do vocabulário novo e estruturas gramaticais que aprende nas aulas? Então saiba que esquecer não é uma falha do nosso cérebro. Na verdade, esse é um processo normal e necessário. O cérebro é programado para selecionar, armazenar, resgatar e deletar informações. Esse processo de descarte é um mecanismo de defesa e de sobrevivência, uma vez que ele se livra do que não é usado, do que não precisa.

Aí que está o problema que a maioria dos alunos de idiomas enfrenta. Se não estudar a matéria vista em aula, o cérebro vai deletar, pois entende que aquilo não é relevante. Sendo assim, como fazer para o cérebro entender que aquele conteúdo novo é extremamente útil para a meta de fluência?

Existem algumas dicas simples, que são conhecidas pela maioria dos alunos, mas que quase nunca são colocadas em prática. Isso acontece, muitas vezes, por falta de disciplina, preguiça de estudar devido ao cansaço de um dia longo de trabalho. Deixamos o nosso cérebro agir buscando o prazer, o merecimento de assistir a um programa de TV, passar algumas horas na Netflix ou até navegar pelas várias redes sociais. Não tenho nada contra isso, porque com certeza merecemos relaxar e buscar o entretenimento, mas o problema é que sempre priorizamos as coisas de que mais gostamos, e negligenciamos e procrastinamos o que não nos dá prazer.

Após cada aula, você deve:

1. Usar o que você aprendeu: faça frases com o vocabulário ou ponto gramatical novo.
2. Criar glossários com a explicação e sinônimos no idioma sendo estudado.
3. Trazer para a vida real: escolha algumas palavras do glossário e estruturas gramaticais para inserir na elaboração de emails e relatórios, apresentações, etc.
4. Conversar e ensinar aos colegas o que você aprendeu.

Lembre-se:

O estudo extraclasse é um compromisso regular. Coloque na sua agenda!

Se você não tiver a oportunidade de usar no trabalho, busque alternativas e tente usar o que aprendeu em outros contextos pessoais. Faça uso da tecnologia a seu favor! Por fim, o diagrama e os mapas mentais apresentam a informação de uma maneira esquematizada e organizada. O cérebro assimila mais facilmente desenhos do que textos. Por isso, revisar conteúdo nesse formato facilita a compreensão e fixação. Crie esquemas ao estudar. Alguns sites bacanas para isso:

https://www.mindmeister.com/folders – versão gratuita e paga, bastante conhecido
https://www.goconqr.com/pt-BR/mapas-mentais/ – versão gratuita e paga, também tem compartilhamento de conteúdo
https://mindnode.com/ – gratuito
https://coggle.it/ – gratuito

Fazendo tudo isso, o seu cérebro categoriza como conteúdo útil e registra. A prática constante é a base do aprendizado e não estou falando de longas horas de estudo. Todos nós conseguimos nos organizar e dedicar 15 minutos por dia para atingir uma meta tão importante como ser fluente no idioma que queremos aprender.

Escrito por Lígia Velozo Crispino e publicado na coluna semanal de inglês da Revista Exame. Editado para o blog da Companhia de Idiomas.

Lígia Velozo Crispino, fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas. Graduada em Letras e Tradução pela Unibero. Curso de Business English em Boston pela ELC e extensões na área de Marketing na ESPM, FGV e Insper. Coautora do Guia Corporativo Política de Treinamento para RHs e autora do livro de poemas Fora da Linha. Colunista do portal Vagas Profissões e Revista Exame. Mobilizadora cultural à frente do Sarau Conversar na Livraria Martins Fontes. Quer falar comigo? Meu email é ligia@companhiadeidiomas.com.br e Skype ligiavelozo

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