O primeiro passo é você perguntar a si mesmo as razões pelas quais você quer ou precisa aprender inglês. Liste todas as razões. Elas são mesmo relevantes para você neste momento?  

 

Por exemplo, você escreveu: “quero aprender inglês porque preciso mudar de emprego para ganhar mais”. Só que, no fundo, você adora seu trabalho e não quer mudar. Sem perceber, você se sabota e… adia o aprendizado do inglês o quanto pode. Fazemos isso muitas vezes, fique atento porque suas ações devem ser coerentes com o que de fato quer na sua vida e carreira!

Observe se o tempo destinado ao aprendizado do idioma não está privando você de coisas mais relevantes atualmente. Por exemplo, se você estuda inglês à noite e gostaria mesmo de ficar com seu filho que precisa dormir cedo, é melhor mudar seu curso para antes do trabalho, sábado ou horário de almoço, diminuindo o custo emocional. O curso não pode ser mais uma carga obrigatória a carregar na semana, privando-o de prazeres. Hoje é possível ter aulas individuais por Skype com professores excelentes, no horário que você quiser, até mesmo depois que seu filho dormir!

  
Aprendizado tem de ser divertido, simplesmente porque sem diversão não conseguimos o mais importante, que é a regularidade. Não dá para ter aulas duas vezes por semana e sempre faltar a uma delas. Ou precisar estudar em casa para consolidar o conteúdo e nunca fazer isso, porque “não dá tempo”.  Só se aprende o que se pratica.  E adulto só pratica quando encontra prazer.  Diversão é algo muito pessoal, eu posso achar algo prazeroso e você não. Descubra como você gostaria de aprender inglês: com jogos? Vídeos? Teatro? Sozinho com o professor? Em grupo? Aprendendo e praticando regras do idioma? Comaplicativos?  Se você anda cansado do seu curso, faltando à aula, chegando atrasado ou não estuda nada depois, é melhor mudar de turma, professor, escola, método.  Sua carreira não espera e não aceita justificativas.
 
Estabeleça pequenos desafios e fases. Por exemplo: aprender 10 palavras novas (duas por dia), ler três notícias em inglês toda semana, assistir a dois episódios da sua série favorita sem legenda (ou com legenda em inglês) a cada temporada. Faça uma lista das ações planejadas em um aplicativo, google calendar, agenda, ou em um pedaço de papel. Sabe aquele prazer que dá quando você joga um game e passa de fase? Crie isso em seu estudo de inglês!
 
Liste algumas atividades que você goste ou tem de fazer durante a semana, e inclua o aprendizado do inglês durante elas. Por exemplo: se gosta de cozinhar, busque receitas em inglês; se gosta de caminhar, aproveite para ouvir podcast no seu nível de compreensão (nada muito difícil, para não desistir por não entender); se gosta de música, leia a letra e cante as músicas de bandas/cantores que você gosta, toda semana; se gosta de comer fora, convide amigos que falam inglês e combine que por pelo menos quinze minutos falarão em inglês. Não tem desculpa, praticamente todo mundo caminha pelo menos 30 minutos por semana, no trajeto casa/trabalho/casa, indo ao supermercado ou em parques. É só usar parte deste tempo para ouvir algo em inglês, dentro do seu nível atual ou levemente acima.
 
Não costuma ser muito útil você “saber inglês mas não conseguir falar nada” – como tanta gente se descreve nesta habilidade. Se quer se comunicar oralmente, tem de falar muito, em situações diferentes e sobre assuntos diversos. E tem de saber que você vai errar vocabulário, pronúncia, estruturas. Assim como errou muito quando aprendeu a dirigir e depois aquela habilidade se tornou automática, o domínio do inglês só será conquistado se você praticar todo o tempo. Sempre que possível, peça para ser corrigido por seus colegas e professores.  Preste atenção às correções, faça anotações e estude.  E, finalmente, nunca deixe que a possibilidade de errar paralise você. Se jogue!


Fonte: teflreflections.wordpress.com
Fonte: Flickr/Creative Commons/jessicahtam


Escrito por Rose Souza. Publicado em 13.04 na coluna semanal da Exame.com. Editado por Rose Souza para o blog da Companhia de Idiomas em 18.04 

Rosangela Souza é fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e da ProfCerto. Também é professora de técnicas de comunicação, gestão de pessoas e estratégia no curso de Pós-Graduação ADM da Fundação Getulio Vargas. 
 
 


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