Flipped class não é um conceito novo, mas começou a ganhar força no Brasil mais recentemente. Ele surgiu com o avanço das novas tecnologias e o decorrente espírito colaborativo.

 

Uma tradução simplificada de flipped class  é “aula invertida”, um modelo pedagógico que desloca o ensino em sala de aula para aprendizado na forma de atividade extraclasse. Em outras palavras, a ordem de apresentação de conteúdo é invertida. O aluno trabalha, antes da aula, com instruções dadas pelo professor, normalmente via computador ou celular, para depois discutir com seu professor sobre o que leu, ouviu ou assistiu.

Assim, o foco do que chamamos de guided learning hours (horas de aprendizado conduzidas pelo professor) fica sendo em conversação, que é a habilidade mais desafiadora para quem quer atingir fluência em inglês.

O aluno deve ouvir um áudio, assistir a um vídeo ou ler um texto quantas vezes achar necessário e nos horários que puder. Como parte da preparação para sua aula, ele deve buscar o vocabulário novo em algum dicionário eletrônico, como o www.thefreedictionary.com, e estruturar suas ideias sobre o conteúdo para fazer uma mini apresentação.

Em aula, o professor se concentra em solucionar eventuais dúvidas, assistir à apresentação feita pelo aluno, fazer perguntas, trabalhar o vocabulário e estruturas gramaticais interessantes que tenham no material selecionado e dar feedback sobre os erros (de vocabulário, pronúncia e gramática) cometidos durante o discurso do aluno.

Quais são as vantagens desse modelo? 


1. No caso de material customizado para o curso, o aluno pode selecionar o conteúdo que deseja trabalhar na aula seguinte. 
2. O professor desempenha o papel de facilitador no processo de aprendizagem. 
3. A aula passa a ser o momento da prática oral do inglês, com  solução de dúvidas, aplicação prática de vocabulário e estruturas gramaticais novas ou ainda não automatizadas.
4. O aluno também tem a responsabilidade de seu aprendizado.

Esquema de uma Flipped class:


Você já está estudando inglês assim?


Escrito por Lígia Crispino. Publicado em 26/10 na coluna semanal da Exame.com. Editado por Lígia Crispino para o blog da Companhia de Idiomas.

Lígia Velozo Crispino, fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e do ProfCerto. Graduada em Letras e Tradução pela Unibero. Curso de Business English em Boston pela ELC. Coautora do Guia Corporativo Política de Treinamento para RHs e autora do livro de poemas Fora da Linha. Colunista dos portais RH.com, Vagas Profissões e Revista da Cultura. Organizadora do Sarau Conversar na Livraria Cultura.

E se você quer se aprofundar neste assunto, fale com a gente. A Companhia de Idiomas tem professores que vão até a sua casa ou empresa.
Fale com: 
roselicampos@companhiadeidiomas.com.br

Todos sabem que nós, brasileiros, temos a tendência de usar palavras demais para nos expressar. No entanto, há alguns anos, as redes sociais nos induzem a desenvolver uma comunicação clara, concisa, informal e fácil de entender. E, agora, empresas internacionais começam a treinar seus funcionários a usar o Plain English. Mas o que é isso?
 
Comunicar-se usando o Plain English é lembrar que “less is more” (menos é mais). É evitar jargões, acrônimos e estruturas rebuscadas, para que, de fato, TODOS compreendam a mensagem em inglês, quer este idioma seja a primeira língua ou não da pessoa que lê ou ouve. O Plain English serve também para que ninguém se sinta excluído ou simplesmente deixe de realizar algo na empresa, por não entender totalmente a mensagem.

Um exemplo:

Você pode usar a expressão  “blue-sky thinking”, para designar ideias que não são limitadas por modas ou crenças.  Mas se você…

a) está se comunicando com um público multicultural
b) quer ser entendido e não faz questão de demonstrar seu vasto vocabulário

…os conceitos do Plain English orientam que é melhor você escrever ou falar o que quer dizer, sem usar uma expressão pouco conhecida pela maioria.  No mundo ideal, todos buscariam o significado da expressão e aprenderiam mais uma, certo? O mundo corporativo não é um mundo ideal L

Há empresas internacionais, como a Pearson, que já elaboraram um guia para ajudar os funcionários a se expressarem de forma que todos compreendam. Algumas dicas divulgadas:
– Use uma linguagem simples, lembre-se que você está falando com um estrangeiro cuja primeira língua não é o inglês
– Use frases curtas, de aproximadamente 20 palavras
– Evite jargões e expressões idiomáticas
– Sempre que possível, escolha palavras curtas
– Apresente sempre a informação chave antes dos detalhes
– Use voz ativa ao invés de voz passiva (“We’ll do it” ao invés de “It will be done”)
– Quebre longos textos com subtítulos
– Se tiver de usar acrônimos ou abreviações, coloque a definição na primeira vez que mencioná-los no texto. Ex: I.P.O. (initial public offering)

Então, como emissores de mensagens em inglês em empresas internacionais, temos de usar o Plain English. E como eternos estudantes de inglês, devemos continuar aprendendo os tais jargões, acrônimos e estruturas complexas, para entender qualquer interlocutor – ou impressionar um chefe gringo, né? J

Escrito por Rose Souza. Publicado em 19.10 na coluna semanal da Exame.com. Editado por Rose Souza para o blog da Companhia de Idiomas 

Rosangela Souza é fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e ProfCerto. Graduada em Letras e Tradução/Interpretação pela Unibero, Business English na Philadelphia, USA.Rosangela Souza é fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e ProfCerto. Graduada em Letras e Tradução/Interpretação pela Unibero, Business English na Philadelphia, USA.
Especialista em Gestão Empresarial com MBA pela FGV e PÓSMBA pela FIA/FEA/USP.  Desenvolveu projetos acadêmicos sobre segmento de idiomas, planejamento estratégico e indicadores de desempenho para MPMEs. Colunista do portal da Catho Carreira & Sucesso, RH.com e Exame.com.   Professora de Técnicas de Comunicação, Gestão de Pessoas e Estratégia na pós graduação ADM da Fundação Getulio Vargas/FGV.


E se você quer se aprofundar neste assunto, fale com a gente. A Companhia de Idiomas tem professores que vão até a sua casa ou empresa. Fale com: roselicampos@companhiadeidiomas.com.br 
 
 


Se fizermos uma pesquisa na Internet ou mesmo se começarmos a perguntar para as pessoas que conhecemos, veremos que há muita discussão e controvérsias acerca das palavras talento e dom. Entendo que isso ocorra, principalmente, porque ganharam um caráter espiritual. Em especial a palavra dom que pode ser relacionada a algumas religiões.

Se analisarmos a origem da palavra dom, veremos que vem do Latim donu e significa dádiva, presente, uma capacidade especial inata. Na prática, um dom é um potencial para desempenhar, com alguma facilidade, determinadas tarefas que são complexas para a maioria das pessoas.

Já a palavra talento tem origem em talentum, Latim, e que significa inclinação, desejo de fazer, de realizar. Quando vem do grego talenton, possui o sentido de pesagem, soma, quantia de dinheiro. Com os anos, a palavra foi ganhando outro significado, principalmente, depois da parábola de Matheus, passagem bíblica, que atribuiu a ideia de “aptidão, dom especial”.

Posso estudar canto por muitos anos e nunca cantar como a Adele, Frank Sinatra entre tantos outras vozes marcantes. Posso estudar desenho por muito tempo e nunca fazer desenhos lindos a ponto de viver desta arte ou de ter o reconhecimento como Maurício de Souza, Paulo Caruso ou seu irmão gêmeo Chico Caruso. Posso fazer aula de pintura por toda a minha vida e não ser um Michelangelo, Van Gogh, Monet, Picasso, Dali, Da Vinci etc.

A meu ver o talento é uma tendência ou um gosto especial que pode ser desenvolvido, só que algumas pessoas atingem posição de destaque e outras não. Isso porque há variáveis, tais como:

1) Composição genética 
2) Estímulos oferecidos pelo meio/ entorno
3) Formação escolar
4) Interesses
5) Treinamento
6) Disciplina
7) Perseverança 

Vale destacar que a escola não é o único ambiente que promove aprendizado, ainda mais agora. O trabalho, família, os vários grupos de amigos, televisão, rádio, livros, revistas, as redes sociais, a Internet etc., tudo pode gerar aprendizado, conhecimento e experiência.

Há pessoas que nasceram com algumas habilidades, só que não tiveram o interesse em explorá-las, seguiram outros caminhos. Outras descobriram essas habilidades depois de já terem vivido e experimentado muita coisa.
E você, o que acha? 

Qualquer pessoa pode mesmo aprender tudo desde que pratique muito? É possível só com determinação, força de vontade, com um grande desejo, realizar tudo o que desejamos? Ou há pessoas que nascem com alguns dons e se tornam virtuosas, craques, especialistas? 

Escrito por Lígia Crispino. Publicado em 30 de setembro de 2016 para Vagas.com. Editado por Lígia Crispino para o site da Companhia de Idiomas – Artigos de Gestão.

Lígia Velozo Crispino, fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e do ProfCerto. Graduada em Letras e Tradução pela Unibero. Curso de Business English em Boston pela ELC. Coautora do Guia Corporativo Política de Treinamento para RHs e autora do livro de poemas Fora da Linha. Colunista dos portais RH.com, Revista da Cultura e Exame.com. Organizadora do Sarau Conversar na Livraria Cultura.

 


Arquivo

janeiro 2019

dezembro 2018

novembro 2018

outubro 2018

setembro 2018

agosto 2018

julho 2018

junho 2018

maio 2018

abril 2018

março 2018

fevereiro 2018

janeiro 2018

dezembro 2017

outubro 2017

setembro 2017

agosto 2017

julho 2017

junho 2017

maio 2017

abril 2017

março 2017

fevereiro 2017

janeiro 2017

dezembro 2016

novembro 2016

outubro 2016

setembro 2016

agosto 2016

julho 2016

junho 2016

maio 2016

abril 2016

março 2016

fevereiro 2016

janeiro 2016

dezembro 2015

novembro 2015

outubro 2015

setembro 2015

agosto 2015

julho 2015

junho 2015

maio 2015

abril 2015

março 2015

fevereiro 2015

janeiro 2015

dezembro 2014

novembro 2014

outubro 2014

setembro 2014

agosto 2014

julho 2014

junho 2014

maio 2014

abril 2014

março 2014

fevereiro 2014

janeiro 2014

dezembro 2013

outubro 2013

setembro 2013

agosto 2013

julho 2013

junho 2013

maio 2013

janeiro 2013

junho 2012

março 2012

fevereiro 2012

janeiro 2012

dezembro 2011

novembro 2011

outubro 2011

setembro 2011

agosto 2011

junho 2011

maio 2011

abril 2011

março 2011

fevereiro 2011

janeiro 2011

WhatsApp chat