Você já ouviu falar em homophones (homófonos) em inglês? 
São palavras com a mesma pronúncia, só que com a ortografia e significado diferentes. Elas também existem no português e podem causar muita confusão.
Como a grafia é diferente, algumas pessoas acreditam que o som também será diferente, mas não é o caso. 

Vamos entender com a ajuda de alguns exemplos:

Ad (anúncio)

Add (adicionar)

Air (ar)

Heir (herdeiro)

Allowed (permitir no passado e particípio)

Aloud (em voz alta) 

Ate (passado do verbo comer)

Eight (oito)

Eye (olho)

I (eu)

Be (ser, estar)

Bee (abelha)

Bean (feijão)

Been (particípio do verbo ser e estar)

Beat (bater)

Beet (beterraba)

Berry (tipo de fruta)

Bury (enterrar)

Bite (morder)

Byte (espaço para arquivar caractere)

Blew (passado do verbo assoprar)

Blue (azul)

Board (quadro, tábua, papelão; conselho)

Bored (entendiado) 

Brake (freio)

Break (quebrar)

Buy (comprar)

By (preposição: pelo, pela, por),  Bye (tchau)

Ceiling (teto)

Sealing (gerúndio do verbo lacrar, vedar, fechar)

Cell (célula)

Sell (vender)

Cent (centavo)

Scent (aroma, perfume)  Sent (passado e particípio do verbo enviar)

Agora que tal um desafio?

Escreva qual é o par de cada palavra que tem pronúncia igual, mas grafia e significado diferentes. Sugestão: leia as palavras em voz alta.


1. Fair (justo) = 
2. Find (encontrar) =
3. Flea (mosca) =
4. Flew (passado do verbo fly – voar) =
5. Flour (farinha) = 
6. For (preposição para) =
7. Guessed (passado do verbo guess – adivinhar) = 
8. Heal (curar) =
9. Hear (escutar) = 
10. Hi (oi) = 
11. Higher (mais alto) = 
12. Hour (hora) = 
13. Idle (ocioso) =
14. Knew (passado do verbo know – saber, conhecer) = 
15. Knight (cavaleiro) = 
16. Know (saber, conhecer) = 
17. Lean (inclinar-se, apoiar-se) = 
18. Made (passado e particípio do verbo make – fazer) = 
19. Mail (correspondência) = 
20. Meat (carne) = 
21. Missed (passado e particípio do verbo miss – perder) =
22. Pair (par) =
23. Peace (paz) = 
24. Plain (plano, liso) = 
25. Principal (diretor de escola) = 
26. Read (passado e particípio do verbo read – ler) =
27. Right (certo, correto) =
28. Cereal (cereal) =
29. Cite (citar) = 
30. Complement (complemento) =
31. Die (morrer) = 
32. Sale (venda) =
33. Scene (cena) = 
34. Sea (mar) =
35. Some (algum, alguns, alguma, algumas) =
36. son (filho) = 
37. stair (escada) =
38. stake (estaca) =
39. stationary (estacionário, fixo) = 
40. steal (roubar) =
41. tale (conto, narrativa, história) =
42. there (lá) =
43. threw (passado do verbo throw – jogar, arremessar) = 
44. waist (cintura) =
45. wait (esperar) =
46. war (guerra) =
47. wear (vestir) =
48. weak (fraco) =
49. weather (tempo, clima) =

RESPOSTAS
1. fare
2. fined
3. flee
4. flu
5. flower
6. four
7. guest
8. heel
9. here
10. high
11. hire
12. our
13. idol
14. new
15. night
16. no
17. lien
18. maid
19. male
20. meet
21. mist
22. pear
23. piece
24. plane
25. principle
26. red
27. write
28. serial
29. sight, site 
30. compliment
31. dye
32. sail 
33. seen
34. see
35. sum
36. sun
37. stare
38. steak
39. stationery
40. steel
41. tail
42. their, they’re
43. through
44. waste
45. weight
46. wore
47. where
48. week
49. whether


Segunda sugestão de prática do inglês: se você não souber o significado de alguma das respostas, consulte o www.thefreedictionary.com. Lá você também pode ouvir a pronúncia em inglês britânico e americano de todas elas.

Escrito por Lígia Crispino. Publicado em 23.03 na coluna semanal da Exame.com. Editado por Lígia Crispino para o blog da Companhia de Idiomas.

Lígia Velozo Crispino, fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e do ProfCerto. Graduada em Letras e Tradução pela Unibero. Curso de Business English em Boston pela ELC. Coautora do Guia Corporativo Política de Treinamento para RHs e autora do livro de poemas Fora da Linha. Colunista dos portais RH.com, Vagas Profissões e Revista da Cultura. Organizadora do Sarau Conversar na Livraria Cultura.

E se você quer se aprofundar neste assunto, fale com a gente. A Companhia de Idiomas tem professores que vão até a sua casa ou empresa. Fale com: roselicampos@companhiadeidiomas.com.br



"Gamification" é um desses temas que fazem parte do dia a dia e que podem ser um estímulo interessante para o aprendizado. Você sabe o que significa esse conceito? Segue uma definição em inglês:

“Gamification is the application of game-design elements and game principles in non-game contexts”.

 

Podemos aprender inglês todos os dias, com o que está ao nosso redor. Quando queremos saber mais sobre um tema, é fácil buscar boas fontes em inglês e aumentar nosso vocabulário ao mesmo tempo que obtemos conhecimento sobre este tema.  Por isso, hoje o tema escolhido é Gamification.  Ao ler o artigo, você tem três objetivos:
– descobrir mais sobre o tema Gamification
– aprender palavras novas em inglês
– pensar sobre as perguntas do final do artigo, conversar sobre elas em sua aula de inglês ou com seus amigos. Pode também comentar em inglês!

What is Gamification?
“Gamification is the application of game-design elements and game principles in non-game contexts”.

A aplicação de elementos e princípios de jogos em contextos não lúdicos é algo que já conhecemos. Toda vez que ganhamos pontos no Multiplus, um selo de Colaborador Mestre no Trip Advisor, feedback no Runastic (making sport FunTastic) ou participamos de qualquer coisa parecida com jogo, mas que não é ou não era até bem pouco tempo, isso pode ser gamification.

Agora vamos aprender inglês.  Na frase acima em inglês, veja quantos termos que funcionam como adjetivos, caracterizando os substantivos “elements”, “principles” e “contexts”: 
game-design elements
game principles
non-game contexts
Em português, costumamos explicar demais, usar frases longas.  Se sabemos inglês mas não temos o domínio do idioma, é provável que falemos: 
Elements that are designed according to game design principles”.  
Um americano possivelmente falaria:  “game-design elements”
Estude isso!

Outra frase sobre o conceito Gamification:
Gamification techniques strive to leverage people’s natural desires
Aqui chamo a atenção para dois verbos:
to strive =  to try very hard to do or achieve something
to leverage = to enhance, as if by supplying with financial leverage
 “To strive” seria o nosso “esforçar-se”  ou “lutar para conseguir algo”
 “To leverage” significa alavancar. Tanto no sentido de dar suporte, como no sentido financeiro.  Empresa alavancada (leveraged company) é aquela que usa capital de terceiros em sua estrutura de capital, ou seja, que tem dívidas relevantes.

Agora que você aprendeu ou revisou “to strive” e “to leverage”, vamos pensar:
What are the people’s natural desires that gamification strives to leverage?  
Todos nós somos motivados a realizar ações, mesmo que inconscientemente, quando sentimos que alguns desses nossos desejos naturais serão atendidos:
Socializing/Connection
Learning
Challenge/Competition
Feedback/Achievement
Status
Self-expression
Altruism

Os defensores da Gamification e da Fun Theory (veja vídeos no Youtube) dizem que finalmente foi encontrada uma forma de liderar, motivando as pessoas a realizarem coisas até sem perceberem, porque elas estão se divertindo ao mesmo tempo, já que aquela ação foi “gamificada”.
Os críticos da Gamification dizem que mais uma vez foi encontrada uma forma de manipular as pessoas, através do conhecimento dos seus desejos intrínsecos.
Bom tema para discutir em suas aulas de inglês!

E aqui fechamos com mais alguns:
Why are we better in games than we are in real life?
The opposite of play is not work.  It is depression.
People say gamification at work exploits and manipulates employees.
“In every job that must be done, there is an element of fun. You find the fun and… Snap! The job is a game!”   (Mary Poppins)

Fontes:
investorwords.com 
merriam-webster.com
Livro Gamification at Work: Designing Engaging Business Software
 
 

Escrito por Rose Souza. Publicado em 16.03 na coluna semanal da Exame.com. Editado 

por Rose Souza para o blog da Companhia de Idiomas em 17.03. 

 
Rosangela Souza é fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e da ProfCerto. Também é professora de técnicas de comunicação, gestão de pessoas e estratégia no curso de Pós-Graduação ADM da Fundação Getulio Vargas. 
 
E se você quer se aprofundar neste assunto, fale com a gente. A Companhia de Idiomas tem professores que vão até a sua casa ou empresa. Fale com: roselicampos@companhiadeidiomas.com.br
 

"Gamification" é um desses temas que fazem parte do dia a dia e que podem ser um estímulo interessante para o aprendizado. Você sabe o que significa esse conceito? Segue uma definição em inglês:

“Gamification is the application of game-design elements and game principles in non-game contexts”.

  Podemos aprender inglês todos os dias, com o que está ao nosso redor. Quando queremos saber mais sobre um tema, é fácil buscar boas fontes em inglês e aumentar nosso vocabulário ao mesmo tempo que obtemos conhecimento sobre este tema.  Por isso, hoje o tema escolhido é Gamification.  Ao ler o artigo, você tem três objetivos:

– descobrir mais sobre o tema Gamification
– aprender palavras novas em inglês
– pensar sobre as perguntas do final do artigo, conversar sobre elas em sua aula de inglês ou com seus amigos. Pode também comentar em inglês!
 
What is Gamification?
“Gamification is the application of game-design elements and game principles in non-game contexts”.
 
A aplicação de elementos e princípios de jogos em contextos não lúdicos é algo que já conhecemos. Toda vez que ganhamos pontos no Multiplus, um selo de Colaborador Mestre no Trip Advisor, feedback no Runastic (making sport FunTastic) ou participamos de qualquer coisa parecida com jogo, mas que não é ou não era até bem pouco tempo, isso pode ser gamification.
 
Agora vamos aprender inglês.  Na frase acima em inglês, veja quantos termos que funcionam como adjetivos, caracterizando os substantivos “elements”, “principles” e “contexts”: 
game-design elements
game principles
non-game contexts
Em português, costumamos explicar demais, usar frases longas.  Se sabemos inglês mas não temos o domínio do idioma, é provável que falemos: 
“Elements that are designed according to game design principles”.  
Um americano possivelmente falaria:  “game-design elements”
Estude isso!
 
Outra frase sobre o conceito Gamification:
“Gamification techniques strive to leverage people’s natural desires”
Aqui chamo a atenção para dois verbos:
to strive =  to try very hard to do or achieve something
to leverage = to enhance, as if by supplying with financial leverage
 “To strive” seria o nosso “esforçar-se”  ou “lutar para conseguir algo”
 “To leverage” significa alavancar. Tanto no sentido de dar suporte, como no sentido financeiro.  Empresa alavancada (leveraged company) é aquela que usa capital de terceiros em sua estrutura de capital, ou seja, que tem dívidas relevantes.
 
Agora que você aprendeu ou revisou “to strive” e “to leverage”, vamos pensar:
What are the people’s natural desires that gamification strives to leverage?  
Todos nós somos motivados a realizar ações, mesmo que inconscientemente, quando sentimos que alguns desses nossos desejos naturais serão atendidos:
Socializing/Connection
Learning
Challenge/Competition
Feedback/Achievement
Status
Self-expression
Altruism
 
Os defensores da Gamification e da Fun Theory (veja vídeos no Youtube) dizem que finalmente foi encontrada uma forma de liderar, motivando as pessoas a realizarem coisas até sem perceberem, porque elas estão se divertindo ao mesmo tempo, já que aquela ação foi “gamificada”.
Os críticos da Gamification dizem que mais uma vez foi encontrada uma forma de manipular as pessoas, através do conhecimento dos seus desejos intrínsecos.
Bom tema para discutir em suas aulas de inglês!
 
E aqui fechamos com mais alguns:
Why are we better in games than we are in real life?
The opposite of play is not work.  It is depression.
People say gamification at work exploits and manipulates employees.
“In every job that must be done, there is an element of fun. You find the fun and… Snap! The job is a game!”   (Mary Poppins)
 
Fontes:
investorwords.com 
merriam-webster.com
Livro Gamification at Work: Designing Engaging Business Software
 
Escrito por Rose Souza. Publicado em 16.03 na coluna semanal da Exame.com. Editado
por Rose Souza para o blog da Companhia de Idiomas em 17.03. 
 
Rosangela Souza é fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e da ProfCerto. Também é professora de técnicas de comunicação, gestão de pessoas e estratégia no curso de Pós-Graduação ADM da Fundação Getulio Vargas. 
 
E se você quer se aprofundar neste assunto, fale com a gente. A Companhia de Idiomas tem professores que vão até a sua casa ou empresa. Fale com: roselicampos@companhiadeidiomas.com.br
 
No primeiro artigo de 2016, refletimos juntos nesta coluna da Catho sobre Gestão do Tempo. Falamos de um termo usado pelo Steven Covey: as pedras grandes.  O autor sempre faz esta analogia quando se refere ao que mais importa em nossa vida.  Ele diz que podemos pensar na vida como se fosse um vaso que preenchemos com pedras grandes (coisas importantes) e pedras bem pequenas (coisas irrelevantes).  Se começarmos a encher nosso vaso, ou nossos dias (e nossa vida, por consequência) primeiro com as pedrinhas pequenas (as banalidades), não conseguimos depois colocar as pedras grandes.  Do contrário, se começarmos com as pedras grandes (o que mais importa), depois até dá para jogar no vaso várias pedrinhas pequenas e elas se ajeitam, fazendo caber tudo. 

Geralmente nós sabemos o que mais importa: família, saúde, ter como viver com uma certa tranquilidade financeira, evolução espiritual para alguns etc.   Mas pode ser que você escolha aspectos bem diferentes da vida para suas pedras grandes, ou o que mais importa.   Um jeito de definir quais são elas, é pensar sobre o que vai importar quando você tiver, digamos, 70 anos.  Mas sem esquecer do que importa hoje também, já que a vida é hoje.    Se aos 20 você começou a cuidar diariamente de sua saúde, de suas relações e de seu nível cognitivo/cultural, há maiores chances de você se tornar um velho saudável, interessante, independente e feliz.  Você se tornará aquele tipo que todo mundo quer por perto. Aquele avô procurado pelo neto por sua sabedoria – e não visitado por ele no Natal, por obrigação familiar.  Quase tudo na vida é plantação e colheita, ação e reação.  E não é aos 69 que se começa, é agora.   A Karina, que trabalha na área de Consultoria e Tradução da Companhia de Idiomas, sempre fala:  “daqui a um mês você vai se arrepender por não ter começado hoje”.  Faz sentido! 

Às vezes, ouvindo amigos sempre dando as mesmas justificativas por não fazer o que importa, e vendo as consequências claras na vida de cada um, fico pensando…  Será que não estamos preenchendo nossas vidas com inúmeras pedrinhas, enchendo nosso vaso e saindo por aí a dizer que não temos tempo, que somos vítimas?  Vítimas de decisões que nós tomamos, de morar longe, de ter uma casa grande, de ter três filhos, de não ter estudado, de não estudar hoje. Dizer que não tem tempo tornou‐se um vício também. 

Vejo pessoas de 25 com sérios problemas de estômago porque não se importam com alimentação saudável.  Meu avô também não se importava, mas ele não comia agrotóxico junto com os alimentos, componentes químicos em qualquer comidinha, e não respirava fumaça todo dia.  Outros de 35 já estão com problemas de coluna que só eram comuns aos 60 – mas sentados o dia inteiro, sem atividade física, e sem se alongar todo dia, o corpo não aguenta mesmo.   E os de 45, já se entupindo de remédios, que resolvem tudo na hora, mas trazem novos problemas, que serão resolvidos com mais remédios. 

Mas o que tudo isso tem a ver com tempo?    Se não investimos tempo no que mais importa,  para termos mais tempo para as banalidades, teremos de destinar muito tempo para amenizar as doenças (físicas, mentais e de relacionamentos) depois.  A boa notícia é que um bom hábito traz benefícios em várias esferas da vida.  Um mau também.  Quem não conhece alguém que  é limitado hoje porque não se cuidou ontem? Que não tem dinheiro para uma viagem, porque gasta muito com remédio todo mês? Todos nós. 

Um bom exercício, que aplico nas palestras sobre Gestão de Tempo, é que você liste suas pedras grandes, aquilo que realmente mais importa e que fará você feliz sempre. Uma horinha para a saúde, várias para o trabalho ou estudo, um pouco de tempo para as relações off‐line.   

Quase nada  precisa ser eliminado, só o que você quiser.  Mas provavelmente tudo precisa ser ajustado, cada coisa em uma proporção que esteja mais alinhada aos seus sonhos.   Coloque primeiro as pedras grandes, garantindo para elas o tempo necessário em sua semana, deixando‐as em um lugar inegociável, sagrado e do tipo que não se cancela, não se cria desculpa.   Porque somos mestres em criar desculpas para não fazer o que não gostamos muito de fazer.  Disciplina é fazer o que não se gosta, mas é necessário. E como é você quem define o que é necessário, não é muito sacrifício, certo?   


É incrível, mas ainda vai sobrar espaço para preencher com pedrinhas pequenas:  alegria e entretenimento, sem os exageros e a banalização de uma vida. E para quem leu este artigo até aqui, agradeço com  um trecho de um poema de Mario Quintana: 

“A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta‐feira!
Quando se vê, já é Natal…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado…”

Agora é com você.

Escrito por Rosangela Souza. Publicado em 09 de março de 2016 na Revista Catho. Editado por Rosangela Souza para o site da Companhia de Idiomas – Artigos de Gestão.


 

Colunista: Rosangela Souza

Rosangela Souza é fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e ProfCerto.Graduada em Letras e Tradução/Interpretação pela Unibero, Business English na Philadelphia, USA.
Especialista em Gestão Empresarial com MBA pela FGV e aluna do Pós-MBA da FIA. Desenvolveu projetos acadêmicos sobre segmento de idiomas, planejamento estratégico e indicadores de desempenho para MPMEs. Colunista do portal da Catho Carreira & Sucesso, RH.com e Exame.com.   Professora de Técnicas de Comunicação, Gestão de Pessoas e Estratégia na pós graduação ADM da Fundação Getulio Vargas.



LI um livro com este título, do economista Nate Silver, recentemente.   Muitas ideias interessantes, e, entre elas, uma sobre a qual escrevo hoje,  nesta coluna mensal para o portal da RH.com.   Pelo menos para mim, a  reflexão sobre o tema trouxe aprendizados para a vida corporativa e pessoalpor isso quero compartilhar com vocês.  

 

“Se na sua empresa atualmente estiver mais barato produzir conteúdo ou realizar processos, é porque vocês estão usando bem as informações e transformando-as em conhecimento.  Se estiver mais caro, provavelmente vocês estão vendo sinais onde há só ruídos e estão desperdiçando tempo com pistas falsas.”  

Vamos pensar juntos?

A tecnologia contribui todos os dias para diminuir custos de produção de conteúdo e custo na execução de processos nas empresas.  Contudo, em algumas empresas estes custos aumentam a cada dia, e as operações nem sempre se tornam mais simples.

O autor nos convida a refletir  sobre o quanto conseguimos identificar sinais, percorrer o caminho que eles apontam, encontrar algo ali, aprender, transformar o que se descobriu em conhecimento, e compartilhar dentro da empresa. Porque só assim não corremos o risco de negligenciar aquele sinal, quando ele aparecer de novo.  Se considerarmos o sinal como um simples ruído e o ignorarmos, ele aparecerá mais intenso  no futuro.  E podemos não ter força para vencê-lo.

Ou será que consideramos ruídos como sinais e estamos perdendo tempo com eles? Eu acho que faço isso quase todo dia.  Podemos enxergar “tendências” em um fato único, isolado.  Criamos uma nova regra e complicamos o processo, quando a situação deveria ser considerada apenas uma exceção.   Podemos ficar frustrados por concluir que a insatisfação é generalizada, quando é só uma opinião isolada.  Achar que os clientes estão adorando nosso serviço, quando foi só um elogio, de um cliente.   É preciso olhar atento,  análise do fato por algum tempo, sensibilidade e alguns números para dissociar ruído e sinal.  

Na Companhia de Idiomas,  houve uma fase em que  achávamos que o fato de haver tantas franquias de idiomas no Brasil era um sinal de que os alunos queriam cursos formatados.  Hoje sabemos que era apenas um fator do mercado: investidores resolveram formatar cursos para multiplicar suas franquias.  Não era necessariamente sinal do que o cliente buscava.  Com o tempo e os números, concluímos que o aluno, o cliente, a sociedade quase sempre vão preferir um serviço personalizado quando podem pagar por ele. Parece ser um sinal de que as pessoas ainda querem atenção, ainda querem se sentir importantes, e querem opinar sobre o produto ou serviço pelo qual pagam.

E na vida pessoal?  Podemos achar que quando algo não dá certo na primeira, segunda, terceira tentativa, é sinal de que “não é para ser “.  E este aparente insucesso pode ser só uma sequência de ruídos, ou um sinal de que você apenas não planejou direito, mas se planejar vai dar tudo certo, no tempo certo.

Eu costumo achar que quando algo é difícil, é um sinal para eu parar.  Mas já aprendi que pode ser apenas meu medo e minha confortável acomodação se juntando, e gritando para eu desistir (afinal, há sinais suficientes de que aquela luta é em vão). Meu medo do novo me engana com pensamentos bastante elaborados e racionais. Mas quando tenho coragem e o ignoro, aí lembro que medo é ruído e não sinal.

Alvin Tofller, no livro Choque do Futuro, escreveu que  “nosso mecanismo de defesa irá sempre simplificar o mundo de maneira que confirme nossa tendenciosidade.”  

Podemos nos enganar no primeiro ruído, acreditando ser um sinal, só porque é mais confortável para nossa mente que assim o seja.

Mas como saber?  Talvez usando o tempo que ainda temos na Terra para acumular aprendizados e não nos dispersando com os ruídos.  Tentando entender que tem coisa que flui tão natural e lindamente, que parece “coisa de Deus”.  Mas que tem coisa “de Deus” que demora mais, que vem por caminhos tortuosos e obscuros, cheios de ruídos para que a gente se engane e desista, dizendo que enxergou sinais.
 


Desistir também pode ser um ato de coragem.  Interpretando todos os sinais de que é hora de parar, de que a felicidade (que só depende da gente mesmo) está em outro lugar, podemos ter a certeza de que tentamos por vários caminhos mas estamos no fundo aliviados por parar de seguir aquela trilha.   O coração sabe.  E a razão ajuda bastante, quando não é escrava do medo de falhar.

Que nossas carreiras e vidas tenham ruídos e sinais. Que tenhamos sabedoria para interpretá-los, descartando os ruídos e aprendendo com os sinais.

Escrito por Rosangela Souza. Publicado em 08 de março de 2016 no Portal RH.com. Editado por Rosangela Souza para o site da Companhia de Idiomas – Artigos de Gestão.


Colunista: Rosangela Souza

Rosangela Souza é fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e ProfCerto.Graduada em Letras e Tradução/Interpretação pela Unibero, Business English na Philadelphia, USA.
Especialista em Gestão Empresarial com MBA pela FGV e aluna do Pós-MBA da FIA. Desenvolveu projetos acadêmicos sobre segmento de idiomas, planejamento estratégico e indicadores de desempenho para MPMEs. Colunista do portal da Catho Carreira & Sucesso, RH.com e Exame.com.   Professora de Técnicas de Comunicação, Gestão de Pessoas e Estratégia na pós graduação ADM da Fundação Getulio Vargas.


O uso do plural em inglês tem algumas diferenças em relação ao português e que causam confusão quando vão ser utilizadas. Vamos dar uma olhada em alguns casos comuns?
 


Palavras usadas no plural

1. Police (polícia) é uma palavra plural, conjugando-se o verbo no presente simples como “they”:
– The police are looking for the murderer. (A polícia está procurando o assassino.)
 
2. People (pessoas) é uma palavra plural e não leva a marcação do S.
– Who are those people? (Quem são aquelas pessoas?)

No entanto, se usarmos people com o significado de povo, aí pode ser utilizado com a marcação do plural.
– The Olympic Games gather peoples from many countries. (Os Jogos Olímpicos reúnem povos de muitos países.) 

Curiosamente, em português nós conjugamos Os Estados Unidos como plural, já em inglês, a conjugação de The United States é no singular.
The United States is trying to restablish Peace in the region. (Os Estados Unidos estão tentando restabelecer a paz na região.)
  
Substantivos Incontáveis ou mass nouns 

3. Information (informação) é um substantivo incontável em inglês, ou seja, não existe o plural desta palavra e o verbo é conjugado no presente simples como “it”, mesmo que em português a ideia seja de plural.
– There is too much information and not enough time. (Há informação demais e pouco tempo.
– Can you give me some information? (Você pode me dar algumas informações?)
– I got a lot of information from the Internet. (Consegui muitas informações na Internet.)
 
4. Work é um substantivo incontável quando significa trabalho.
– I’m looking for work but jobs have been scarce lately. (Estou procurando trabalho, mas empregos estão escassos ultimamente.)
Quando utilizamos para falar das obras de um artista, aí é possível usar no plural.
– He loves Picasso’s works! (Ele adora as obras de Picasso!)
 
5. Baggage(bagagem em inglês americano) ou Luggage (bagagem em inglês britânico)
– I lost my baggage at the airport. (Perdi minha bagagem no aeroporto.)
Para nos referirmos à unidade, utilizamos bag (mala) e bags (malas).
– He had one of his bags stolen. (Uma das malas dele foi roubada.)
 
6. Equipment(equipamento)
– We used horses to carry all our equipment and provisions. (Utlizamos cavalos para carregar todos os nossos equipamentos e provisões.)
 
7. Feedback– usamos a palavra inglesa em português.
– Negative feedback is better than no feedback at all. (Feedback negativo é melhor do que ficar sem nenhum feedback.)
 
8. Furniture(mobília)
– Carla looked at the bare walls and broken furniture. (Carla olhou para as paredes vazias e os móveis quebrados.)
Se quisermos usar com a ideia de singular, podemos dizer a piece of furniture

9. Garbage(lixo)
There was a little cat in the garbage bin. (Havia um gatinho dentro da lata de lixo.)
 
10. Music(música)
– I can’t listen to music while I’m writing. (Eu não consigo ouvir música enquanto estou escrevendo.)
Music não é utilizada como em português com o sentido canção. Neste caso, temos a palavra song (canção) e songs no plural:
– She knows all their songs by heart. (Ela sabe de cor todas as músicas/ canções deles.)
 
Há muitas outras palavras e regras para o uso do plural. Se quiserem mais informação, podem consultar um bom livro de gramática ou sites que abordam o tema:
http://dictionary.cambridge.org/us/grammar/british-grammar/nouns-countable-and-uncountable 
http://www.englishgrammarexpress.com/grammar/countable-uncountable-nouns
 
Escrito por Lígia Crispino. Publicado em 09.03 na coluna semanal da Exame.com. Editado por Lígia Crispino para o blog da Companhia de Idiomas

Lígia Velozo Crispino, fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e do ProfCerto. Graduada em Letras e Tradução pela Unibero. Curso de Business English em Boston pela ELC. Coautora do Guia Corporativo Política de Treinamento para RHs e autora do livro de poemas Fora da Linha. Colunista dos portais RH.com, Vagas Profissões e Revista da Cultura. Organizadora do Sarau Conversar na Livraria Cultura.
 
E se você quer se aprofundar neste assunto, fale com a gente. A Companhia de Idiomas tem professores que vão até a sua casa ou empresa. Fale com: roselicampos@companhiadeidiomas.com.br
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