Conheço profissionais super criativos, mas que têm a maior dificuldade de apresentar algo novo para seu chefe. A pesquisadora Brené Brown diz que grande parte desta dificuldade está no pavor que alguns têm de ter sua ideia rejeitada, como se isso significasse ser menos amado.


Falta de confiança e auto-estima podem ser as causas.  Para superar o medo, não tem outro remédio senão ir lá e fazer. Uma, duas, dez vezes, até ele não mais existir.


Além disso, um pouco de técnica sempre ajuda. Um estudo da University of London diz que é possível aumentar a probabilidade de ter sua ideia ouvida e aprovada, se você seguir alguns passos:


– Alinhe sua ideia a um objetivo estratégico prioritário existente


Entenda quais são os objetivos da sua empresa neste momento. Se for reposicionar a marca através de precificação premium, não adianta apresentar ideias de desconto para aumentar volume de vendas.


– Coloque sua ideia na linguagem dos negócios


Se você quer propor que sua empresa contribua com uma instituição sem fins lucrativos, pesquise sobre o quanto a percepção do consumidor pode ser mudada quando a marca está atrelada a ações de responsabilidade social. Se você achar que o decisor não é muito sensível a causas sociais, ressalte algo que seja valioso para ele, como percepção da marca pelo mercado.  Com este cara, não vai adiantar falar sobre como ele vai se sentir ajudando as criancinhas. Ele pode aprovar sua ideia para ter um ganho na percepção da marca, e depois descobrir o prazer de ajudar. O importante é que tanto a causa como a marca serão beneficiadas.


– Pense em como resolver as causas dos problemas e não os sintomas


Descobrir um novo remédio para acabar com sua dor na coluna pode ser um alívio, mas se não descobrir o que causa esta dor, você dependerá sempre de soluções que trazem efeitos colaterais danosos.  Nas corporações, é a mesma coisa.  Aqui na Companhia de Idiomas, começamos há alguns anos a perceber que a operação era complicada, porque tínhamos muitos sistemas de controle. E metade deles era porque não confiávamos no time. Isso foi resolvido com recrutamento, seleção, treinamento e liderança. Ideias para resolver as causas e não os sintomas – é disso que todos precisamos.


“Apresentar a ideia não é problema.  O difícil é executá-la!”


Muito interessante o estudo sobre Ideias e Execução, divulgado pela University of Maryland, no curso Innovation for Entrepreneurs: from idea to Marketplace.


3.000 ideias foram recebidas em uma organização


300 foram submetidas para análise


125 viraram pequenos projetos


9 tiveram desdobramentos significantes


4 se tornaram relevantes


2 foram executadas


Conheço muitos profissionais cheios de ideias, que ficam super felizes quando o chefe gosta de uma delas. Mas… alguns deles têm dificuldade de executá-las, não conseguem se organizar para começar algo novo. Ficam presos na rotina e no jeito com que sempre fizeram as coisas. O tempo passa, e o chefe tem de perguntar, depois de algumas semanas ou meses:


E aí, como ficou aquela ideia? Executou?


E vem a resposta:


Pois é, chefe, ia até falar mesmo com você, porque tive umas dúvidas.


Bom, todos já sabem que esta resposta é uma desculpa que encobre a procrastinação, ou seja, ele estava empurrando o assunto com a barriga. Se tinha dúvidas e queria mesmo fazer, era só perguntar e não esperar primeiro o chefe cobrar a execução.


 

Então, disciplina para a execução é fundamental, se quiser chegar a algum lugar na sua carreira.  É como na nossa vida pessoal – não adianta planejar começar um curso, planejar parar de fumar, planejar começar a fazer atividade física. Todas grandes ideias, mas se não começar hoje a executá-las, e manter a ação sistematicamente, a vida continua exatamente igual. Meio óbvio, mas todo dia vemos pessoas só com ideias e planos.  E desculpas.


Fonte: Rosangela Souza para Catho


 

Rosangela Souza é fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e ProfCerto.Graduada em Letras e Tradução/Interpretação pela Unibero, Business English na Philadelphia, USA.
Especialista em Gestão Empresarial com MBA pela FGV e aluna do Pós-MBA da FIA. Desenvolveu projetos acadêmicos sobre segmento de idiomas, planejamento estratégico e indicadores de desempenho para MPMEs. Colunista do portal da Catho Carreira & Sucesso, RH.com e Exame.com.   Professora de Técnicas de Comunicação, Gestão de Pessoas e Estratégia na pós graduação ADM da Fundação Getulio Vargas.

 


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