Se você está no começo da carreira ou ainda não chegou lá, uma das ações interessantes é escolher duas ou três pessoas para serem seu modelo a seguir. Profissionais que tenham características importantes que facilitam o sucesso desejado, que conquistaram o que você valoriza. O exercício é espelhar-se nos pontos positivos desses profissionais, observá-los e aprender com eles o que eles têm de melhor.
 
Parece uma ação muito simples, não é? Porém, a busca por resultados rápidos, que impera na sociedade moderna, gera a preguiça de fazer o que precisa ser feito para chegar lá. Essa postura não se encaixa na trajetória da maioria desses profissionais bem-sucedidos, uma vez que as conquistas significativas não são alcançadas com o estalar dos dedos.
 
Além disso, existe outro complicador. Muitas pessoas não conseguem usar essa técnica para o desenvolvimento profissional pela admiração por pessoas experientes e competentes, porque há uma linha tênue entre admiração e inveja, principalmente para os que apresentam limitações.
 
Segundo o dicionário, admiração é a tendência emocional para demonstrar respeito, estima, consideração ou simpatia por algo ou alguém. Inveja vem do latim invidere que significa não ver. É o sentimento de cobiça à vista da felicidade, da superioridade de outra pessoa. Sensação ou vontade de possuir o que pertence a outra pessoa.
 
Infelizmente, é possível ver, nas mais diversas empresas, de todos os tamanhos, profissionais sem ética, que passam por cima de outras pessoas em nome de um objetivo. Profissionais que se mostram amigos e, por trás, agem com má fé para encobrir suas incompetências. Diz uma fábula que uma serpente voraz tentava abocanhar um indefeso vagalume. Depois de três dias, eles conversam:
 
– Posso lhe fazer três perguntas?
– Sim, eu vou devorá-lo de qualquer maneira.
– Serpente, pertenço a sua cadeia alimentar?
– Não.
– Eu lhe fiz algum mal?
– Não.
– Então, por que você quer me comer?
– Porque não suporto ver você brilhar.
 
Há dois fatos incontestáveis: alguns profissionais têm mais brilho que outros e não há como eliminar a inveja do ambiente corporativo, ela acompanha os seres humanos em qualquer contexto desde sempre. Diante disso, duas conclusões: avalie criteriosamente quem você escolhe para ser seu modelo, porque as pessoas são falíveis, e cuide das suas emoções, porque é possível esmagar uma rosa ao apertá-la com carinho demais. É carinho, mas em excesso, causa danos, às vezes, irreparáveis.
 

Fonte: Portal Vagas Profissões e Ligia Crispino

Ligia Crispino
 é fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e do ProfCerto. Formada em Letras e Tradução/Interpretação pela Unibero, possui cursos em Marketing de Serviços pela FGV; Gestão de Pessoas pelo Ibmec; Branding e Inteligência Competitiva, ambos pela ESPM; Business English em Boston. É analista quântica e dá palestras sobre comunicação, ensino, gestão de negócios e pessoas. Ligia escreve mensalmente para o VAGAS Profissões.

 

Como atuo no segmento de idiomas para o mercado corporativo há mais de duas décadas, as pessoas costumam me fazer perguntas sobre viagens de intercâmbio.  Elas acreditam que posso dar um parecer mais isento sobre este assunto, uma vez que não tenho uma agência. Na vida pessoal, também tenho a experiência com uma filha no High School dos EUA e um sobrinho indo para a Austrália estudar inglês e trabalhar.  Geralmente recebo perguntas como:  “Qual o melhor momento para realizar um intercâmbio?”,   “Qual a idade ideal?”, “Qual o melhor país? “Que tipo de programa é mais vantajoso?” e “Como é o High School?”. 

Cada uma dessas perguntas daria um artigo e você até pode fazê-las nas agências. O problema é que nem sempre a agência consegue mapear as necessidades e expectativas das famílias ou do intercambista – como qualquer loja, eles dão orientações, mas precisam vender um programa para você, preferencialmente naquela primeira visita. E você, nem sempre tem instrumentos para fazer uma boa escolha. Resultado: pode desperdiçar parte da experiência por não comprar o programa certo, ou no momento certo. 
Há muitos tipos de viagens de intercâmbio. High School (Ensino Médio) particular,  High School público, curso de inglês (ou outro idioma), graduação (ou pós, mestrado etc), cursos específicos (gastronomia, fotografia etc) , curso e trabalho; e tantos outros. Neste primeiro artigo, quero deixar algumas perguntas para o intercambista e sua família responderem e decidirem se é o momento certo para a viagem internacional. Vamos lá! 
 
Motivação – o jovem precisa querer muito ir, especialmente se estivermos falando de um intercâmbio de seis ou 12 meses.  Este não pode ser um projeto só dos pais, tem de ser do filho. Até se for um programa de um mês é importante que o jovem compreenda que precisa aproveitar ao máximo. 
 
Condições Financeiras – uma coisa é certa, a família sempre gastará mais que o previsto. Então, é importante fazer um programa que não seja muito apertado para o orçamento familiar.  Fazer uma reserva para pagar o programa à vista e depois, mensalmente, apenas manter o intercambista nas despesas pessoais, é o ideal.
 
Preparo psicológico da família e do jovem – Os pais e o filho estão preparados para viverem distantes? Já há uma relação de confiança? Ainda é necessário um controle dos pais para tarefas, estudo, horários? O filho já sabe lidar com dinheiro, controla bem sua mesada, não gasta tudo na primeira semana? O filho sabe cuidar de si mesmo e tem tarefas domésticas?  Isso será fundamental no exterior e ele não pode deixar para  aprender lá. 
 
Se você sente que ainda é necessário um tempo para este preparo, então não antecipe a viagem. Aproveite para começar este treino e também para guardar dinheiro para o projeto. O jovem tem de ir sabendo falar inglês. Parece um paradoxo, mas só assim ele realmente irá aproveitar a experiência, falando com todos, criando elos com a família, fazendo amizades para a vida inteira. Se não tiver comunicação eficiente, vai ficar amigo do primeiro brasileiro fluente que encontrar e não vai praticar tanto o idioma.  
 

Isso acontece com frequência.  Também poderá ficar tímido (por não saber se expressar bem) e preferirá ficar no quarto, ao invés de, por exemplo, interagir ou participar de eventos promovidos pela escola.  É claro que depende da personalidade do intercambista, mas quanto mais fluência ele já tiver, mais vai aproveitar este momento para aperfeiçoamento do idioma e para o mais importante: conhecer, respeitar e criar laços com pessoas muito diferentes de nós.

Fonte: ClickCarreira e Rosangela Souza

Rosangela Souza é fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e ProfCerto.
Graduada em Letras e Tradução/Interpretação pela Unibero, Business English na Philadelphia, USA.
Especialista em Gestão Empresarial com MBA pela FGV e aluna do Pós-MBA da FIA/USP. Desenvolveu projetos acadêmicos sobre segmento de idiomas, planejamento estratégico e indicadores de desempenho para MPMEs. Colunista do portal da Catho Carreira & Sucesso.

Então, parece que tudo é uma questão de referência, ou do nosso olhar.  Ouvi recentemente que um dos “órgãos” mais doentes no nosso corpo é o nosso olhar. Ok, não é um órgão, mas é interessante pensar que precisamos curar permanentemente nosso olhar, para enxergar e valorizar o que é bom (e até o bem contido no mal). E também enxergar o que não nos faz felizes, para ter coragem de mudar.  Como a rotina nos cega, nos deixa apáticos e um tanto anestesiados, o trabalho é árduo e diário.
 

Dick Costolo, CEO do Twitter, diz que fora do Vale do Silício os empreendedores que “não dão certo” são rotulados de fracassados.  No Vale, ele diz que não há o estigma da falha, pois é preciso permitir que empreendedores errem bastante, para um dia acertarem em cheio.  O medo de errar faz escolhas onde o risco é menor, e isso é um passo para a mediocridade.
 

E nas nossas empresas?  Sabemos que somos mesmo uma sociedade obcecada por amar e ser amada, que colocamos óculos cinza e cor de rosa conforme nossas crenças e conveniências, e que temos de neutralizar nosso medo para não nos tornar medíocres.   Mas o que o elogio tem a ver com isso?
 

Minha pergunta de hoje é : “quando é que optamos por não elogiar alguém, mesmo sabendo que aquela pessoa merece reconhecimento no momento?”
 

Listei hoje quatro razões, e provavelmente há dezenas.
 

Quando temos alguma mágoa – se ele me magoou, quero que ele sofra. Criamos o ciclo vicioso e só o quebramos com o tão necessário perdão. Pouco  falamos de perdão nas relações profissionais, mas é ali, na empresa, que temos mais chances de exercitá-lo, impedindo que comportamentos nocivos (e sutis) se instalem por conta das pequenas mágoas diárias.  Você é capaz de ver algo bom,  e ainda dizer o que viu, para alguém que magoou você?   Se não for, está na hora de exercitar, senão você pode até terminar sua carreira no topo, se for genial como Steve Jobs, mas terminará sozinho.
 

Quando temos inveja – sabe quando notamos que alguém é melhor que nós em alguma coisa e isso nos incomoda? Aí tentamos diminuir o brilho da pessoa com comentários sutilmente negativos, para nos sentirmos um pouco melhor? Você pode dizer que nunca faz isso, mas pense direito.  Há mães que, ao perceberem que o marido ama demais a filhinha, tem um certo prazer em relatar o que ela aprontou no dia, só para que ele saiba que ela não é assim tão perfeita.  Há funcionários que capricham no julgamento daqueles considerados talentos na empresa. Irmãos que competem estão sempre procurando, encontrando e divulgando as falhas do outro.  Faz sentido para você?  Inveja não tem a ver apenas com bens materiais – você pode querer ser tão amado por todos quanto seu colega. E como não consegue…
 

Quando não queremos ser “puxa sacos” – não sei porque temos este hábito de não elogiar professores, chefes, pais. A luta de classes ainda faz parte de nosso padrão mental?  Ainda nos vemos como representantes da classe trabalhadora, humilhada e marginalizada? Ainda não faz sentido elogiar a elite, a classe dominante, mesmo que existam pessoas do bem, competentes e admiráveis lá?   Este preconceito pode destruir uma carreira.  Se quer ser um excelente profissional, não se veja como sócio do clube de golfe, nem como mano do gueto. E não enxergue as pessoas com estes rótulos. Crie laços com pessoas – de faxineiros a presidentes. Elogie quem merece elogio, sem medo de parecer manipulador ou puxa saco, e sem ser.
 

Quando achamos que o outro pode querer mais de nós – às vezes não elogiamos um assistente, por exemplo, porque  isso pode “valorizar demais o passe dele”.  Ele pode solicitar uma promoção, um aumento de salário ou até sair da nossa empresa. O problema é que a falta de reconhecimento gera distanciamento, desmotivação e aí… a saída é mais provável ainda.

E quando somos os líderes e elogiamos, reconhecemos, celebramos as pequenas vitórias, mas percebemos que a pessoa continua desmotivada no trabalho, reclamando de tudo ou meio distante e nada apaixonada?
 

Nunca é demais tentar observar, conversar, perguntar, e descobrir como tocar aquela pessoa, como fazer com que ela veja sentido no trabalho que desenvolve e se sinta feliz por estar ali.
 

Se não der certo, lembre-se da pesquisa que diz que felicidade é 50% genética (talvez o olhar herdado dos pais) , 10% proveniente de componentes externos (dinheiro, carro novo, status, amigos, empresa, etc) e 40% é mesmo sua vontade de ser feliz, por causa e apesar das coisas da vida.

Fonte: O elogio | Portal Carreira & Sucesso e Rosangela Souza.

Rosangela Souza é fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e ProfCerto.
Graduada em Letras e Tradução/Interpretação pela Unibero, Business English na Philadelphia, USA.
Especialista em Gestão Empresarial com MBA pela FGV e aluna do Pós-MBA da FIA/USP. Desenvolveu projetos acadêmicos sobre segmento de idiomas, planejamento estratégico e indicadores de desempenho para MPMEs. Colunista do portal da Catho Carreira & Sucesso.

Uma característica da pequena empresa é a presença constante dos sócios na operação do negócio. Grandes empresas costumam ter CEOs , CFOs, e os sócios aparecem para as reuniões de Conselho. Sabemos que a simples presença dos donos já muda a dinâmica e a cultura da empresa – para o Bem e para o Mal. Imagine quando esses sócios são mulheres e atuam como executivas, ou seja, estão na operação e no dia a dia da empresa.

A presença constante "das donas", aliada à intensidade e à energia e paixão de mulheres empreendedoras, tudo isso somado à complexidade do relacionamento entre mulheres, pode resultar em uma combinação extremamente desafiadora. 

E ainda temos de considerar um outro fato: as mulheres não têm ainda muita referência ou modelos, ou seja, provavelmente suas mães e avós não foram líderes. Segundo o Núcleo de Direito e Gênero da Escola de Direito da FGV/SP, as mulheres representam 45% da força de trabalho no Brasil, mas até o final de 2011, só 7.8% ocupava cargos de diretoria. Nosso histórico é recente e o universo é pequeno. 

Com todas essas especificidades, uma sociedade entre mulheres pode ser desastrosa, ou extremamente enriquecedora. Não há fórmulas de sucesso, mas há alguns aspectos que podem ser observados antes ou durante o estabelecimento de uma sociedade: 

a) Se você compete com sua sócia, mesmo que sutilmente, entenda a razão e procure eliminar o sentimento. Você pode tomar decisões erradas para a empresa, só porque é mais persuasiva. Você pode cometer erros de liderança só porque quer ser mais amada, e por aí vai. E você pode não torcer pelo sucesso individual dela, o que é péssimo. Como em um casamento, esta parceria tem de ter torcida, cumplicidade e admiração. 

b) Vocês precisam entender quais são os talentos de cada sócia e como a empresa de vocês pode se beneficiar dessa complementaridade. Se forem muito amigas, compreender que é impossível fazer tudo junto ou gastar diariamente duas horas falando dos problemas com o marido, com o filho etc. Cada uma terá de cuidar de determinados aspectos da empresa e vocês vão se reunir só quando necessário. Vocês são provavelmente as profissionais mais bem pagas da empresa – não dá para pagar por duas e ter o serviço de uma, só porque vocês querem visitar o cliente juntas, por exemplo. 

c) É fundamental estabelecer regras muito claras sobre retiradas mensais e carga horária semanal. A principal causa das sociedades que terminam ainda está nestes pontos. Combinar qual será o pro labore, o papel de cada uma e quantas horas aproximadamente ambas consideram razoável trabalhar para o negócio – preferencialmente considerando o estilo e rotina de cada uma, mas sem sobrecarregar uma única sócia. Uma hora isso tudo vem à tona e aí, acabou. 

d) Feedback tem sido supervalorizado pelo mundo corporativo. Em relacionamentos intensos e longos, a conclusão é que não se deve falar tudo o que incomoda, todo o tempo, em nome da "honestidade e transparência". Novamente, é como casamento: ninguém aguenta uma mulher que reclama da toalha molhada, do sapato jogado, do dinheiro, do comportamento com a mãe dela… Relacionamentos requerem boa dose de aceitação, perdão, bom humor e feedback – mas só para o que for relevante. Neste caso, relevante para o negócio. 

e) Os anos vão passando e as estórias de vida se entrelaçam às estórias da empresa. Um filho nasce e requer a ausência de uma sócia. Uma perda, um sofrimento, uma viagem bacana e imperdível. Muita flexibilidade, parceria e capacidade de criar condições para que a outra desempenhe outros papéis em alguns momentos, com a tranquilidade de saber que a empresa está sendo administrada pela sócia que fica. 

f) Sócias não são almas-gêmeas. Uma pode gostar de pagode e a outra de música clássica. Uma pode gostar de palco e a outra de camarim. Todas as diferenças que são irrelevantes para o negócio devem ser consideradas como uma oportunidade para descobrir um mundo diferente, bem próximo do seu. Entre se quiser, e nunca julgue, pois estas pequenas críticas (verbalizadas ou não) vão trazendo uma desarmonia que vocês duas sentirão, mas não saberão dizer de onde vieram. E as diferenças relevantes para o negócio são a força de vocês: complementem-se. 

g) Finalmente, o mais importante: os valores precisam ser os mesmos. Se não há uma identificação de missão de vida, tudo vai se desalinhar em algum momento. Ambas precisam querer ganhar muito dinheiro, ou montar uma empresa bacana para se trabalhar, ou construir a melhor empresa do segmento, ou expandir para o Brasil. Difícil quando o sonho é de uma só. Fácil quando é das duas, porque haverá cumplicidade e ajuda mútua. Quando há o alinhamento de missão, as duas estão na mesma estrada – e aí fica mais fácil dar a mão nos tropeços ou ajustarem o ritmo para correrem mais rápido. 


Fonte: Empresas S/A e Rosangela Souza
 
Rosangela Souza é fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e ProfCerto.
Graduada em Letras e Tradução/Interpretação pela Unibero, Business English na Philadelphia, USA.
Especialista em Gestão Empresarial com MBA pela FGV e aluna do Pós-MBA da FIA/USP. Desenvolveu projetos acadêmicos sobre segmento de idiomas, planejamento estratégico e indicadores de desempenho para MPMEs. Colunista do portal da Catho Carreira & Sucesso.
 

 Gosto muito de pintar a óleo e fiz aula durante cerca de seis anos. Parei, pois tive que me focar em outras prioridades. É uma atividade que, como muitas outras, exige prática e ousadia para experimentar, tentar. Por que estou falando sobre um dos meus hobbies? Há dois motivos.


O primeiro é porque a pintura é uma arte, algo que a maioria das pessoas pode até apreciar, mas não consegue avaliar com muita facilidade. Diferentemente do mundo corporativo, no qual várias competências são muito claras e precisam ser mensuradas e incrementadas ao longo da carreira.

O segundo motivo é porque gosto de relatar o seguinte episódio, a fim de ilustrar a importância da prática, do treino, enfim, da experiência na vida profissional:

O pintor francês Renoir, certa vez, estava fazendo um quadro em público, em uma praça. Em cinco minutos, desenhou um quadro maravilhoso. Um jovem, com vinte e poucos anos, estava ao lado dele e disse:

– Professor, o senhor, que é um mestre nessa arte, poderia me ensinar a pintar?
– Claro.
– Só que eu queria pintar como o senhor, queria fazer este quadro deste modo em cinco minutos.
– Olha, gastei cinco minutos para fazer este desenho, mas demorei 60 anos para conseguir isso.

Experiência tem origem no Latim, Experientia, conhecimento obtido através de tentativas repetidas, é o conhecimento testado que vem de fora. Algumas pessoas falam, escrevem, criam, constroem, cozinham, lideram, decidem e vendem com uma rapidez e facilidade incríveis. Quem olha de fora pode achar aquilo muito fácil, porque a pessoa experiente faz com muita tranquilidade e naturalidade. Eu diria que, em muitos casos, há aqueles que fazem até de olhos fechados, no piloto automático. Outras podem pensar que nunca conseguiram fazer aquilo.

Aqui precisamos fazer uma distinção entre dom e treino. Se você não nasceu com um dom, como a pintura, e quer ter domínio sobre esta arte, uma determinada profissão ou competência, terá de dedicar tempo para treiná-la, fazê-la por repetidas vezes, até atingir o objetivo desejado. Meu amigo Silvio Celestino disse-me que se você gosta de jogar tênis e pretende ser um jogador profissional, mais do que gostar de tênis, você precisará gostar de treinar. Alguns precisam treinar pouco, é verdade. Outros vão ter de treinar muito.

O fato é que a experiência qualificada está atrelada ao tempo, à dedicação. No entanto, a cronologia nem sempre está atrelada à conquista de uma experiência qualificada. Há pessoas que passam por empresas e funções sem se preocupar em realmente aprender o que fará diferença em suas carreiras. Você já parou para pensar no rumo que sua carreira está tomando e como você se enxerga daqui alguns anos? Se parou e percebeu que ainda está longe do que deseja, o que está fazendo para chegar lá? Essa análise, bem como a definição de objetivos e recursos para esse futuro, é fundamental.


Vamos pegar um exemplo: quando você precisa tornar-se fluente em inglês, sabe que, por um determinado período de tempo, que varia dependendo das estratégias de aprendizado que adotar, precisará realizar várias ações para atingir seu propósito. Porém, o fato de estudar por mais de cinco anos não o tornará fluente por consequência. Tudo dependerá de como você se dedicar durante esse período, do formato e foco de curso que escolher, carga horária semanal e se fará aulas individuais, em grupo pequeno ou grupo grande.

A verdade é que não há milagres, não nascemos experientes. É necessário tempo, sim, para adquirir experiência consistente, mas também são necessárias ações focadas e alinhadas ao propósito e, se possível, contar com a orientação de pessoas que já têm essa experiência que você deseja alcançar.

Fonte: Portal RH.com.br e Ligia Crispino.

Ligia Crispino é fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e do ProfCerto. Formada em Letras e Tradução/Interpretação pela Unibero, possui cursos em Marketing de Serviços pela FGV; Gestão de Pessoas pelo Ibmec; Branding e Inteligência Competitiva, ambos pela ESPM; Business English em Boston. É analista quântica e dá palestras sobre comunicação, ensino, gestão de negócios e pessoas. Ligia escreve mensalmente para o VAGAS Profissões.
 
 

A sócia-diretora da Companhia de Idiomas Rosangela Souza, que está no mercado de idiomas há mais de vinte anos, respondeu algumas perguntas sobre o tema:

Com relação a aprendizado, os pais devem estar atentos a alguns aspectos:
  

a) Seus filhos devem desenvolver prazer e curiosidade de aprender e nunca considerar aprendizado como obrigação.  Fazê-los estudar porque tem prova, ou mandar estudar  como castigo são formas de dizer ao seu filho que aprender é algo chato. Se quisermos que nossos filhos gostem de descobrir coisas novas durante toda a vida, precisamos criar  condições para que o aprendizado seja lúdico e divertido.

b) Crie um ambiente em sua casa em que ninguém seja viciado em nada: mostre que é possível desligar a TV para ler um livro, variar a rotina, fazer algo diferente a cada noite, especialmente não transformando em hábitos aquelas coisas banais que, já sabemos, só não são nocivas porque são infrequentes.  Assistir a um capítulo de uma novela ou  Big Brother, por exemplo, não faz mal a ninguém.  Mas perder duas horas todos os dias com estas bobagens, é um péssimo exemplo, pois você está passando a mensagem de que também não gosta muito de aprender coisas novas, já que não há nada de novo nestes programas.  Como seus filhos estão aprendendo o mundo com você, eles podem incorporar (em excesso) vários destes hábitos nocivos, incluindo redes sociais e games. Ou seja, se somar um pouco de tudo isso, não sobra tempo para nada relevante no dia. Verifique se as boas ações que propulsionam o aprendizado já estão virando hábitos. Ele pega o violão pelo menos uma vez por semana? Lê um livro? Conversa em inglês com o tio? Assiste ao noticiário e discute suas opiniões com você?  Está no caminho certo.

c) Sabe aquele teste de 1960 em que crianças de quatro anos tiveram de decidir se queriam um marshmallow na hora ou dois marshmallows depois de quinze minutos? Pesquisadores americanos monitoraram estas crianças por décadas. Aquelas que conseguiram esperar por dois marshmallows, hoje são mais bem sucedidas em tudo o que fazem. Eram crianças que, por alguma razão, já entendiam que o anseio pelo prazer imediato pode privar você de um benefício maior.  Você atende a todas as necessidades de seu filho, na hora?  Ele não tem exercitado a paciência de esperar por algo melhor no futuro, se privando de algo hoje?   Cientistas afirmam que ele pode ter problemas  no trabalho, por não ter foco. Problemas financeiros, por não ter autocontrole. Problemas de peso, por não resistir aos doces. E vai se especializar em desistir de cursos, por não ter paciência de passar pelas dificuldades inerentes a qualquer aprendizado.  Persistência, paciência, resiliência, humildade de aprendiz.

d) Para que tudo isso aconteça, seu papel como motivador é fundamental, já que a criança repete o comportamento que os pais dão atenção. Se o objetivo é o aprendizado do inglês, você deve propor jogos de vocabulário, ler para eles estorinhas em inglês, assistir a desenhos em inglês, ouvir música com eles. Sem pressão, só diversão mesmo. Não fique corrigindo tudo, lembre-se de que o objetivo é se divertir aprendendo e não que ele domine o conteúdo. Tudo isso pode ser muito prazeroso para os filhos, simplesmente  porque você está perto, e eles vão relacionar o aprendizado a momentos agradáveis. Quando adultos, talvez até se esqueçam da razão pela qual gostam tanto de aprender.  

Rosangela Souza é fundadora  e sócia-diretora das empresas Companhia de Idiomas e ProfCerto. Graduada em Letras e Tradução/Interpretação pela Unibero, Business English na Philadelphia, USA.  Especialista em Gestão Empresarial com MBA pela FGV e aluna do Pós-MBA da FIA/USP. Desenvolveu projetos acadêmicos sobre segmento de idiomas, planejamento estratégico e indicadores de desempenho para MPMEs.  Colunista do portal da Catho Carreira & Sucesso. 


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