Hoje a Companhia de Idiomas comemora 21 anos de existência! “Coincidentemente”, estava nesta manhã treinando duas novas funcionárias, a Carol Paris e a Cintia, e comecei o treinamento contando como tudo começou…

Duas professoras particulares de 20 e poucos anos, tradutoras-intérpretes recém-formadas, ex-professoras do Yazigi, atuando no mercado corporativo, que queriam oferecer aos executivos um curso que privilegiasse a fluência e a correção da comunicação, que refletisse as metas almejadas pelo aluno, que não tivesse um padrão engessado, mas que fosse construído por especialistas, quase que de forma customizada, sempre com a participação ativa do aluno.

[CORTAR]Conseguimos reunir especialização e flexibilidade. Esta última, em maior ou menor grau nestas duas décadas. Quantas reflexões sobre o quanto podemos ser flexíveis – até hoje! É justamente a padronização do produto, do método e dos processos que permite preços baixos e maior lucratividade. Mas optamos pela outra via, a da personalização – e, quando ela não é possível, a da flexibilização.

Aos 21 anos, já somos adultos. Mas sabemos que quanto mais velhos nos tornamos, podemos começar a exigir mais de nós mesmos. E os outros exigem de nós também, o que não é ruim, mas pode ser estressante. Afinal, não somos mais crianças ou amadores e já deveríamos saber… A experiência diminui, sim, os erros, quando somos capazes de aprender as lições da vida – e essa regra vale também para a vida corporativa. Mas nem sempre a experiência é capaz de evitar todos os erros, porque tudo muda: as pessoas, as expectativas, o mercado, os processos, os administradores… E nós, empresas e pessoas, nos sentimos muitas vezes iniciantes em alguns assuntos, por serem absolutamente novos, ou mesmo com relação aos antigos, porque não aprendemos AINDA algumas lições.

Se a experiência nos deixa mais competentes, a sensação de não saber nos deixa menos arrogantes. O equilíbrio ajuda a nos manter com os pés no chão, no dia-a- dia do negócio, mas sempre imaginando o futuro da Companhia de Idiomas. Esse é nosso principal desafio, como sócias-fundadoras e principais executivas. Presente e futuro, todos os dias.

21 anos… quantas dificuldades, alegrias, comemorações, ideias implementadas e não implementadas, quanta gente passou pela Companhia de Idiomas, nos mais variados papéis: professores, tradutores, consultores, funcionários, estagiários, alunos, RHs, clientes, fornecedores. Não me canso de agradecer a cada um.

Em 2012, a empresa está diferente, com gente nova e sensacional, com uma energia boa, foco na construção de uma marca cada vez mais competitiva dentro do segmento de idiomas para profissionais. Nossos diferencias, como cursos de idiomas específicos para diversas áreas, metas e profissões, estão ficando mais visíveis no mercado, o que nos enche de alegria, graças ao Conrado da Just, nossa agência de comunicação, e à Nilza da EccoPress, nossa assessora de imprensa. A correção de procedimentos legais se dá graças ao Dr. Manoel, da Inoplan, que nos orienta há mais de dez anos.

Hoje é dia de agradecer a toda esta equipe que administra a Companhia de Idiomas, aos professores, tradutores e consultores, aos clientes, fornecedores, alunos, RHs…. e eu agradeço também à minha querida sócia, pois celebramos hoje um casamento profissional bem-sucedido. Aprendemos diariamente que a complementaridade, o respeito e a admiração pelo que o outro é – e não a competição ou a tentativa de que o outro se torne o que você quer – são fundamentais para qualquer parceria ou convivência intensa. E ainda temos tanto a aprender juntas, sempre com pitadas de bom-humor, alegria e celebração, senão não conseguiríamos ter energia e disposição para mais algumas décadas .

Comemorando 21 anos de Companhia de Idiomas, concluo que o mundo dos adultos pode ser incrivelmente divertido e pleno, quando estamos felizes com as escolhas que fizemos e fazemos diariamente! Que Deus, o tempo e a sabedoria acumulada nos permitam fazer sempre boas escolhas profissionais e pessoais… e que venham mais décadas de uma empresa da qual nos orgulhamos, especialmente por causa das pessoas que fazem parte dela.

Parabéns, Companhia de Idiomas!

Rosangela de Fátima Souza é fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas, empresa especializada em cursos de idiomas in company, consultoria em idiomas e traduções. Rosangela é tradutora-intérprete, especialista em Gestão Empresarial com MBA pela FGV e Docência de Nível Superior da FGV. Desenvolveu projetos acadêmicos sobre expansão por franquias no segmento de idiomas, planejamento estratégico e indicadores de desempenho para pequenas empresas. Sua empresa recebeu vários prêmios, como Mulher de Negócios, 100 Melhores Fornecedores para RH, Fornecedor de Confiança (da revista Melhor) e o MPE Brasil do SEBRAE.

Escolher fornecedores em uma grande empresa não deve ser tarefa fácil. Eu, que estou do outro lado, percebo o quanto o profissional de RH precisa ter parâmetros para selecionar, acompanhar e medir resultados daqueles que prestam serviços à sua empresa. A melhor opção é a empresa com marca mais conhecida? É a maior? Nem sempre – e isso se aplica a consultorias, escolas de idiomas ou empresas de qualquer segmento. O melhor fornecedor é aquele que sabe ouvir e, principalmente, tem uma gestão capaz de adequar os serviços que ele prestará a você àquilo que ele ouviu (as SUAS necessidades!). Quanto mais formatado for o serviço, provavelmente mais longe ele estará daquilo que você realmente precisa para seus colaboradores.

[CORTAR]Hoje vamos mergulhar no universo das pequenas empresas, fornecedoras de produtos ou serviços – aquelas das quais o desempenho da sua empresa depende, invariavelmente. Ou, se você é um profissional de RH de uma pequena empresa, este artigo também é para você, pois vamos decifrar as causas do fracasso e do sucesso desses pequenos fornecedores.

Sabemos que as micro e pequenas empresas representam 95% dos empreendimentos formais na América Latina e Caribe, geram 35% dos empregos com carteira assinada e respondem por 33% do PIB, segundo pesquisa do SEBRAE. Nos países do BRIC, o Brasil tem a população mais empreendedora, com 17.5% de empreendedores em estágio inicial, segundo o relatório GEM 2010.

Então, somos muitos e gostamos de empreender. No entanto, apenas 16% dos empreendedores brasileiros cursaram pelo menos um ano do nível médio, 18% concluíram o nível médio, 19% cursaram um ou mais anos do nível superior, e 22% cursaram um ou mais anos de um curso de pós graduação.

Embora o empreendedor brasileiro possua muito mais anos de estudo do que a média do cidadão brasileiro, ele ainda está longe de ser qualificado para administrar uma empresa – algo tão complexo quanto física quântica (se for uma pequena empresa, acho que é mais complicado!).

Ser especialista ou generalista – a grande questão do pequeno empresário

Esse pequeno empresário – aquele seu fornecedor – é apaixonado pela área na qual ele se especializou formal ou empiricamente: se ele tem uma lanchonete, é porque alguém disse que seu hot dog é excelente. Se tem uma consultoria em coaching, provavelmente é um excelente psicólogo. Se tem uma escola, um professor nota 10. Eles se tornam empresários-engenheiros, que passam o dia aperfeiçoando seu produto e não administram a empresa. Donos de escola que só cuidam da área pedagógica. Empresários de T.I. que só sabem desenvolver sistemas. O “resto” da empresa – aquelas áreas das quais eles não gostam – é preterido.

Infelizmente, se este excelente profissional não conseguir montar uma equipe de especialistas, ou contratar um generalista, ou ainda, ele mesmo, se tornar esta pessoa, será difícil sua empresa se tornar competitiva. O conhecimento e a paixão que ele tem por uma área de atuação só limita a visão sistêmica – fundamental para se administrar uma pequena empresa.

Então, as pequenas empresas brasileiras não são geridas por administradores? E daí?

Essa falta de conhecimento de administração e visão sistêmica, entre outros aspectos, é responsável pelo alto índice de falências já no segundo ano das pequenas empresas brasileiras. Segundo o Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações, 88% das falências requeridas no primeiro semestre de 2011 foram provenientes das PMEs, comprovando a fragilidade que elas ainda têm.

Fomentar o empreendedorismo, contribuir para o aumento da competitividade das PMEs, através de mais investimento em inovação, tecnologia, cadeias produtivas, clusters, certificações, cooperativismo, facilidade ao crédito, todas essas alternativas contribuem para a longevidade das pequenas empresas. Porém, se o empreendedor não souber perenizar estas soluções, os problemas voltam, e maiores. Para isso, é fundamental se qualificar, aprimorando sua capacidade de administrar de forma sistêmica, uma vez que a gestão de um negócio – independentemente do seu porte – está mais complexa, devido às expectativas cada vez maiores de todos os stakeholders.

Como um profissional especializado em determinada área de conhecimento pode se tornar empreendedor e passar de especialista a generalista? Se empreender é também liderar, como resolver os desafios da liderança, considerando que este especialista, agora empreendedor, não tem experiência em obtenção de resultados através de outras pessoas, além dele mesmo?
Sabemos que hoje o líder em uma empresa quase sempre pertence à Geração X ou Y. A primeira, composta de filhos dos Baby Boomers da Segunda Guerra Mundial, tem uma forma de gerir empresas completamente diferente da Geração Y, também chamada de Geração Next ou Millennnials. Na pequena empresa, muitas vezes por impossibilidade de alta remuneração e benefícios, a Geração Y prolifera. Como liderar e ser liderado por uma geração que está conectada 24/7, o que traz comportamentos inesperados no ambiente de trabalho? Como manter planejamento, foco no resultado e controles entre uma geração criativa, antenada e que cria a partir do caos – e não necessariamente da organização? Uma geração que só parte para a ação quando vê sentido e identificação com a causa, e não obedece a hierarquia, como gerações anteriores?

Manter-se especialista, tornar-se generalista, aprender a liderar … e ainda tem mais.

Sair da zona de conforto e buscar conhecimento exatamente nas áreas das quais ele sempre fugiu é fundamental. Mesmo que a pequena empresa já possa contratar profissionais experientes para cada função, o empresário precisa compreender mais que um pouco de cada área. Para os empresários-psicólogos, educadores e profissionais da saúde, que tal um pouco de D.R.E., ponto de equilíbrio, margem bruta e líquida, ROI, CAPM? Para os engenheiros, análise S.W.O.T, feedback 360º e muito mais.

A pequena empresa precisa importar e adaptar a expertise das grandes, mas ser capaz de manter aquele diferencial do início desse artigo: saber ouvir o cliente e adaptar seus serviços à necessidade dele. Isso as grandes não conseguem fazer.

O que aprender, para começar

É necessário que a pequena empresa tenha um planejamento estratégico elaborado com a participação dos colaboradores, dando espaço para que todos pensem em como vencer os desafios da empresa (que precisam ser mapeados, sempre). A clareza na estratégia é fundamental para que todos compreendam o sentido de estarem ali, qual é a causa , que podem ser traduzidos na missão e visão da empresa. Mas uma missão que não fique no quadro na parede, e sim no dia a dia de todos. Isso só é possível quando essa missão e visão são desdobradas em indicadores de desempenho. E, principalmente, quando esses indicadores são acolhidos pelos colaboradores como suas metas pessoais naquele ano. Se atrelarmos remuneração variável à consecução dessas metas individuais, aí fica sensacional. Desde que as metas sejam desafiadoras, mas possíveis. Desde que exista uma liderança presente, disponível para orientar, acelerar, motivar e dar feedback sempre. E desde que as pessoas naquela empresa gostem do desafio de bater suas metas e incrementar sua remuneração. Se as pessoas não estiverem alinhadas à mudança, elas terão de refletir se vale a pena trabalhar para uma empresa com a qual elas não se identificam. Se enquanto você fala de estratégia, inovação e metas elas cobram estabilidade, é só uma questão de tempo, elas vão sair, e você vai encontrar (e manter) aqueles que gostam do desafio de planejar junto, e fazer o próprio destino. Na minha empresa, tudo começou com a minha mudança. A mudança começa sempre em nós… eu era aquela pseudo-empresária que, na verdade, ficava o dia inteiro ocupada em uma única área da empresa, a área para a qual estudei. Foi difícil migrar para a administração da empresa, delegando aquela “minha área” a pessoas qualificadas – e vê-las fazendo tudo melhor que eu fazia! Substituir o dicionário pela calculadora financeira não foi fácil, mas o empreendedor tem de entender que visão sistêmica é obrigatória. O planejamento estratégico participativo e o estabelecimento de mais de 50 indicadores de desempenho – para uma empresa de 140 colaboradores – hoje são imprescindíveis para medirmos resultados de tudo o que fazemos. Se não medimos, como sabemos se todo o trabalho está sendo eficaz?

Antes da mudança, éramos eficientes: um bando de gente trabalhando muito, de forma organizada, evitando erros, buscando a padronização dos procedimentos, fazendo direitinho o que foi estabelecido. Parece bom? Nem tanto. Hoje somos eficazes: um bando de gente trabalhando bem, de forma criativa, aprendendo com os erros, medindo tudo, e com coragem de fazer diferente, para ficar melhor ainda.

Rosangela de Fátima Souza é fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas, empresa especializada em cursos de idiomas in company, consultoria em idiomas e traduções. Rosangela é tradutora-intérprete, especialista em Gestão Empresarial com MBA pela FGV e Docência de Nível Superior da FGV. Desenvolveu projetos acadêmicos sobre expansão por franquias no segmento de idiomas, planejamento estratégico e indicadores de desempenho para pequenas empresas. Sua empresa recebeu vários prêmios, como Mulher de Negócios, 100 Melhores Fornecedores para RH, Fornecedor de Confiança (da revista Melhor) e o MPE Brasil do SEBRAE.

Hoje acordei pensando nas mulheres que administram a Companhia de Idiomas. Queria tanto ter um pouco de cada uma delas… A desenvoltura e a cumplicidade da Ligia, a capacidade da Janaina de me falar coisas duras com amor, a alegria da Roseli, a comunicação verbal e elegância da Aline, o olhar de apoio da Magali quando eu preciso ter força, a garra da Regina, o alto astral da Claudia Ferrari, o jeito de menina da Mayara, a firmeza de propósitos da Larissa, a leveza da Karina, a lealdade da Luciene , a doçura da Yasmin, a generosidade da Beth, o equilíbrio da Claudia Vidigal, a liberdade da Juliana, a honestidade da Carol, a força da Andrea, a delicadeza da Michelle… já pensou se eu tivesse tudo isso? Seria perfeita!

[CORTAR]Essas qualidades não definem vocês, pois são muito mais que isso, mas apenas me sinalizam o quanto eu tenho a aprender com vocês! Será que estou aproveitando este presente, esta oportunidade que Deus está me dando, com essas mulheres incríveis ao meu lado, todos os dias? Conheço muitas de suas histórias, seus sonhos, suas dificuldades, medos, pequenos fatos do nosso dia… e me revelo a cada uma delas, um pouquinho, a cada chance.

Quando nos esquecemos dos rótulos, cargos, idades e crenças, somos só mulheres, muito iguais, muito diferentes… Somos humanas e por isso nem sempre sabemos respeitar essas diferenças! Às vezes caímos na tentação de nos compararmos, competirmos, julgarmos, nos odiarmos por um dia, afinal queremos que todas enxerguem o mundo do nosso jeito. Mas quase sempre nos respeitamos, nos amamos, compartilhamos nossas vidas, nos ajudamos, discordamos e depois concordamos (ou o contrário), ficamos sem esperança para logo depois comemorarmos, e rimos muito, de tudo – é dessa parte que gosto mais.

Mulheres que já são lindas e, por não saberem disso, tomam juntas uma sopa verde, pois são solidárias à amiga Mayara que quer ficar maravilhosa no vestido de noiva (e ficará, alguém precisa dizer pra ela!). E rimos juntas da sopa!

Não importa a idade – todas temos tantos papéis na vida, e sempre estamos querendo dar conta de tudo, com aquela sensação chata e insistente de que não estamos conseguindo… Mas é essa tentativa que nos torna mais inteligentes, mais ágeis, mais dedicadas, mais curiosas, um pouco mais estressadas… Só precisa, também, nos tornar mais felizes. Está na hora de fazermos escolhas que nos deixam simplesmente felizes.

Os homens estão lá, trabalhando, vendo este bando de mulheres enlouquecidas por melhores resultados, melhores aulas, melhores professores, mais alunos, mais traduções, mais consultorias, mais receita, mais organização, mais lucro, mais qualidade, sempre querendo mais e melhor… o que será que eles pensam? Deixa pra lá!

Queria lembrar de tudo o que aprendi com outras mulheres que não fazem mais parte desse dia a dia da Companhia de Idiomas, que deixaram suas marcas, seus ensinamentos, e foram trilhar novos caminhos… É certo que eu tenho um pouco delas em mim. Mas é com quem está aqui que eu aprendo todo dia, a quem eu sou grata e com quem eu me divirto.

Não sei se vamos ouvir hoje de alguém que somos o máximo, que somos maravilhosas e admiráveis – mas precisamos dizer isso umas para as outras hoje, porque somos, caramba! Então, começo aqui dizendo… vocês me inspiram todos os dias a ser melhor, me dão prazer de trabalhar, e fazem a minha escolha profissional ter um sentido maior e verdadeiro para mim.

Por isso, obrigada por estarem ao meu lado em todas as horas! FELIZ DIA DAS MULHERES!!

Rose

Rosangela de Fátima Souza (Rose) é fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas, empresa especializada em cursos de idiomas in company, consultoria em idiomas e traduções. Rosangela é tradutora-intérprete, especialista em Gestão Empresarial com MBA pela FGV e Docência de Nível Superior da FGV. Desenvolveu projetos acadêmicos sobre expansão por franquias no segmento de idiomas, planejamento estratégico e indicadores de desempenho para pequenas empresas. Sua empresa recebeu vários prêmios, como Mulher de Negócios, 100 Melhores Fornecedores para RH, Fornecedor de Confiança (da revista Melhor) e o MPE Brasil do SEBRAE.

Por que o Dia Internacional da Mulher é tão mencionado e destacado, se o mundo moderno preza pela igualdade e respeito à diversidade? Deveríamos destacar também o Dia Internacional do Homem, que é comemorado no dia 19/11, não é? Quantos de vocês sabiam que há o Dia do Homem também?

O fato é que, quando olhamos para a história entendemos, clara e rapidamente, o motivo. Foram inúmeras lutas e batalhas para garantirmos o cenário feminino atual. Apenas para ilustrar, as mulheres só tiveram direito de votar nas eleições a partir de 1932, não faz tanto tempo assim, há apenas 8 décadas!

[CORTAR]Muitas mulheres da geração X, a minha geração, não têm uma visão real do que a mulher já teve de fazer para conquistar o espaço que tem hoje, imagine as mulheres da geração Y, que já nasceram neste contexto favorável em muitos aspectos. Marísia Donatelli, presidente da ACM, que tive o prazer de conhecer no ano passado, foi a primeira mulher a fazer o curso de economia na PUC, em 1966, antes só era permitido aos homens. Conseguimos pensar que isso realmente aconteceu, vivendo o mundo que vivemos em 2012?

Admiro muito todas as nossas conquistas, é gratificante poder mostrar que também somos capazes de produzir e criar no mundo corporativo e não só no doméstico, poder contribuir para o crescimento e desenvolvimento da nossa família. Só que não temos como nos esquecer do ônus da dupla jornada. A realidade é que as mulheres das classes A e B conseguem pagar para ter profissionais ajudando-as com as tarefas domésticas, e muitos companheiros também contribuem na divisão dessas atividades. Só que as mulheres das C e D, que trabalham e ajudam a compor a renda da família, não têm esse mesmo privilégio.

Ainda temos um longo caminho, principalmente no que diz respeito à equiparação salarial, mas temos de comemorar o que já foi conquistado e enaltecer as diferenças entre homens e mulheres, respeito entre os diferentes. A complementaridade e o equilíbrio entre os gêneros são o que realmente importa e nos tornam únicos.

Parabéns a todas as mulheres que lutaram muito para construir um terreno menos árido para nós! Parabéns a todas que batalham para ter uma carreira de sucesso, para as que querem cuidar da família com carinho e, em especial, para aquelas que desejam e mantêm os dois pratos, profissional e pessoal, girando sem cair!


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