Fonte: Época Negócios

Não há mais chance de fugir do estudo de outros idiomas. Descubra a melhor forma de fazer isso
Por Elisa Campos

If you can’t understand this, you are in trouble. Se o inglês já pôde ser considerado um diferencial no mercado de trabalho, este tempo acabou. Lição número um para quem deseja construir uma carreira dentro do ambiente corporativo: seja fluente na língua de Barack Obama e John Lennon.

Estima-se que a língua inglesa seja falada por pelo menos 500 milhões de pessoas, com esse número podendo chegar a 1,8 bilhão. Mais importante do que isso: a língua universal dos negócios é inegavelmente o inglês. Para trabalhar em uma grande empresa, o idioma virou um pré-requisito demandado em todos os processos seletivos, dos trainees aos executivos top. “Quase 100% dos cargos gerenciais e executivos exigem hoje a fluência do inglês”, afirma Claus Blau, consultor sênior da Korn/Ferry International.

[CORTAR]O motivo é muito simples: os profissionais de hoje usam o inglês no seu cotidiano de trabalho e não mais esporadicamente como acontecia. “É muito comum em multinacionais um profissional ter dois chefes, um aqui e outro na matriz. Ele terá que se comunicar com o de fora em inglês. Terá também que resolver várias coisas por e-mail, em inglês. Atender o telefone, em inglês. Sem o idioma, ele simplesmente não conseguirá fazer seu trabalho”, afirma Sergio Monaco, consultor do Hay Group. Além disso, o domínio da língua pode sempre facilitar a conquista de uma vaga para trabalhar no exterior. “Ninguém vai ganhar mais por falar inglês, mas portas serão fechadas se o profissional não tiver esse conhecimento”.

Mas o quanto é preciso conhecer do inglês? “O profissional precisa saber liderar uma reunião, fazer apresentações e dominar todos os aspectos do cotidiano profissional”, diz Rolf Goldberg, sócio da consultoria de idiomas Paradigm Language Support. Ou seja, é preciso falar e falar bem.

A vida não é mais fácil para quem está começando a carreira. “Processos bem concorridos como de empresas como Natura e Procter & Gamble barram os candidatos que não falam inglês, inclusive, em alguns casos são realizadas algumas entrevistas em inglês durante a seleção”, diz Ho Mien Mien, diretora da Outliers, escola de idiomas voltada ao ensino de línguas para uso no ambiente corporativo.

Inglês dominado, e agora?
Depois de alcançar a fluência no inglês, é hora de investir no espanhol. Com a internacionalização das empresas brasileiras, especialmente na América Latina, falar a língua passou a ser uma vantagem dentro das companhias. Mas não se engane, a exigência pelo espanhol já é de fato bem menor. “Das cinco vagas executivas que tenho para preencher no momento, com salários acima de R$ 15 mil, quatro exigem o inglês e apenas uma exige espanhol, sendo que esta também exige o inglês”, conta Jaqueline Souza, consultora de RH da Gelre. Portanto, a preocupação prioritária realmente precisa ser o inglês.

Se você é um amante de línguas e já sabe falar bem o inglês e o espanhol, é bom saber que depois desses dois idiomas não há uma língua preferida de forma geral pelas empresas brasileiras que possa garantir um empurrão em sua carreira. Caso você tenha interesse em continuar estudando idiomas, o seu próximo passo dependerá muito de sua situação profissional.

Em empresas multinacionais, dominar o idioma da matriz pode ser vantajoso, até mesmo para estabelecer um relacionamento mais íntimo com executivos de fora. “Empresas francesas gostam que seus funcionários aprendam francês, assim como as italianas, o italiano”, diz Monaco, do Hay Group. Na Fiat, há treinamento de italiano, assim como no grupo Accor, de francês, por exemplo.

O Oriente em alta
Outra possibilidade a levar em consideração é o estudo do chinês. A economia da China cada vez mais irá influenciar o mundo dos negócios. “O estudo do mandarim, com a migração do poder de influência para o Oriente, pode ser uma boa opção para quem já domina o inglês e o espanhol”, afirma Blau, da Korn/Ferry.

Mas é bom começar a estudar agora mesmo, porque saber falar chinês não é nada fácil. São pelo menos 3 anos para atingir um nível intermediário e ser capaz de manter uma conversa razoável com o interlocutor, segundo Ho Mien Mien, da Outliers. “A gramática chinesa é muito fácil, mas a pronúncia realmente costuma ser um problema”, diz ela.

Para se ter uma breve ideia do tamanho do desafio, tenha em mente que no chinês não existe passado ou futuro, não há conjugação de verbo, nem variação de gênero (essa é a boa notícia). Por outro lado, existem cinco tons, ou seja, a mesma palavra dita com entonações diferente, significam coisas absolutamente distintas. Banana por exemplo pode ser facilmente confundida com pé cheiroso. Melhor caprichar, não?

Experiência internacional
Mesmo que a fluência em uma ‘língua secundária’ possa não ser tão valorizada dentro das empresas, a maneira como você obteve sua fluência pode, sim, fazer grande diferença. “A experiência de morar fora do país, mais do que o domínio de uma língua estrangeira demonstra competência intercultural por parte profissional e flexibilidade, o que é muito valorizado dentro das companhias”, diz Blau, da Korn/Ferry. “A exposição a uma experiência internacional é cada vez mais importante num mundo globalizado”. Mas quando ir e quanto tempo ficar?

Quando? O mais cedo possível. “O ideal é fazer essa imersão antes de entrar no mercado de trabalho. Depois as coisas complicam. Ou o profissional acaba precisando pedir uma licença não remunerada ou realmente se afastando do mercado de trabalho”, afirma Monaco, do Hay Group.

E por quanto tempo? “Fazer curso de línguas no exterior é uma ótima experiência de aprendizado, mas ela deve durar no mínimo três meses. Menos do que isso é capaz que ela não compense”, afirma Marilena Fernandes, coordenadora do curso de adultos da Alumni. Com vontade de fazer as malas?

Negociar bem é uma competência chave na vida pessoal e profissional. Evita conflitos e desperdício de dinheiro. No ambiente corporativo, dependendo da função desempenhada, essa habilidade é fundamental para o sucesso na carreira.

Com a horizontalização do mundo, a negociação em outros idiomas passou a ser cada vez mais comum. Se negociar em nosso próprio idioma já é uma arte, imagine fazê-lo em um idioma estrangeiro! Os desafios são ainda maiores. Então, o que é necessário fazer para ser um bom negociador? Destaco algumas atitudes:

[CORTAR]1) Harmonizar os objetivos da negociação com as metas da empresa, as quais devem estar sempre claras para todos os colaboradores.

2) Preparar-se bem e aproveitar cada fase da negociação para melhorar ainda mais a sua posição. Isso significa estudar e chegar para reuniões e visitas, munido de informações, dados, fatos e propostas.

3) Aproveitar a própria negociação para aprender mais sobre os limites do seu interlocutor. Observar tudo. Atuar como um jogador de pôquer em meio à sombra de incerteza.

4) Desenvolver um raciocínio rápido para identificar os interesses dos dois lados e ter a criatividade necessária para pensar em possibilidades de criação de valor que gerem situações ganha-ganha.

5) Saber separar as questões pessoais daquelas relacionadas à negociação. É necessário ter uma boa autoestima e segurança para não misturar a transação em si com o relacionamento entre as pessoas envolvidas.

6) Saber reconhecer possíveis obstáculos a um acordo.

7) Saber como costurar alianças.

8 )Criar a reputação de ser honesto e digno de confiança. As melhores negociações são baseadas na confiança. O que se diz se escreve.

Porém, se o profissional não tiver uma ótima comunicação, vocabulário amplo, domínio dos níveis de formalidade e desenvoltura no idioma estrangeiro, dificilmente a negociação será bem-sucedida. Portanto, prepare-se. Há vários livros e cursos com foco específico em vocabulário e estruturas necessárias para realizar negociações de sucesso.

Lígia Velozo Crispino

Para falar inglês com fluência, conhecer sobre todas as estruturas gramaticais e regras de pronúncia do idioma não basta. Ter desenvoltura é fundamental para demonstrar a proximidade com a língua e discorrer sobre ideias e temas diversificados. Mais do que a falta de conhecimentos sobre o inglês, é a timidez a grande vilã dos estudantes que não conseguem desenvolver a própria fluência.

A timidez ao falar inglês é caracterizada por um bloqueio que impede que informações sejam expressas, principalmente em um grupo de pessoas ou de estudos. Ela funciona como um sinal de autocrítica elevado, que atua como um filtro, capaz de avaliar se nossas atitudes estão de acordo com nossos valores. É preciso deixar claro que não há problema algum em ser introvertido! O problema da timidez só existe quando passa a ser um fator limitante de sua comunicação pessoal ou corporativa.

[CORTAR]No caso do estudo de línguas, a timidez pode impedir o progresso do aluno e até mesmo que ele reconheça sua evolução no estudo. Neste caso, além de limitar sua comunicação, a timidez pode gerar outro fator, ainda mais grave: a desistência do curso.

A pessoa tímida não sabe lidar com fatos inesperados, evitando, a todo custo, situações que tragam quaisquer possibilidades de surpresa. Em uma conversa com os colegas de turma ou mesmo com o professor, ela evita participar de situações de comunicação fora do tema proposto para a aula e literalmente “trava” diante de situações espontâneas.

Os tímidos também evitam situações nas quais possam se sentir expostos ou passíveis de receber críticas alheias, como apresentações em inglês para diretores da empresa, atender uma ligação do exterior na frente dos colegas do departamento, participar de um conference call, de uma entrevista de emprego etc.

Após 20 anos de experiência no contato com alunos que sofrem de timidez, desenvolvemos algumas dicas que podem ser levadas em consideração, não só no momento do estudo, como em toda a vida.

O primeiro passo é se desvencilhar da primeira trava da timidez: o julgamento. Julgar menos as pessoas ao redor ajudará não só a aceitar o outro, com suas qualidades e fragilidades, como também ajudará a aceitar a si mesmo. Demonstrar interesse pelo outro, iniciando conversas nos ambientes que frequenta, pode ser um caminho. Descobrir pontos em comum também é um bom começo.

Ainda com relação ao comportamento relacionado ao coletivo, uma dica importante é evitar comparações. O ato de comparar, por si só, estabelece que alguém deverá ser superior e o outro inferior. Seja qual for o lado que você escolha se colocar, isto denota uma baixa autoestima. Prestar atenção no outro, observando como ele se comporta, também ajuda a entender que simplesmente somos diferentes uns dos outros.

Já com relação à autoimagem, pequenas mudanças no dia-a-dia trazem uma grande mudança ao comportamento. Para começar, o ideal é sair da rotina e arriscar-se a fazer pequenas coisas diferentes do habitual. Outro costume que pode ser incorporado é o de prestar atenção em si mesmo e analisar se seus pensamentos, emoções e sensações estão de acordo com a postura que deseja ter.

Explorar as experiências que formaram sua autoimagem e avaliar quais são seus valores e crenças é fundamental para questionar-se. Ao mudarmos a crença, o comportamento também pode mudar.

A imaginação é uma forte aliada na recuperação da timidez. Testar novas atitudes para ver como se sentiria em determinadas situações pode ajudar a alterar seu estado interno. Imagine-se mais descontraído, mais solto. É uma forma de prever acontecimentos. No entanto, lembre-se de que, para cada pensamento negativo sobre você, deverá ser colocado um positivo! Isto ajudará a mudar o padrão de pensamento negativo em relação a si mesmo.

Especificamente para o estudo de inglês, o estabelecimento de metas realistas individuais, de aquisição de vocabulário, diárias, semanais ou mensais, é extremamente importante. Relacionar as palavras novas e tentar utilizá-las em suas aulas e em redações pode ajudar. Depois, passe a usá-las no trabalho, em viagens etc. Quando já as tiver incorporado ao seu discurso, elabore uma nova lista. Quanto mais palavras você tiver adquirido, mais fácil será a sua comunicação e, consequentemente, sua confiança.

Atenção à respiração! Suas emoções estão presentes no seu corpo. Ao se conscientizar delas, você terá maior controle sobre o que deseja para si!

Sozinho com suas ideias e censuras, o tímido transforma-se na sua própria barreira. Ele chama muito mais a atenção justamente pelo medo de errar, de se expor, de não ousar mudar em um mundo que prega o autoconhecimento como competência fundamental de empregabilidade. Só que muitos se esquecem que, mesmo quando estamos em silêncio, estamos sendo avaliados e julgados!

Lígia Velozo Crispino

Matéria publicada na revista Você S/A – http://vocesa.abril.com.br/desenvolva-sua-carreira/materia/viaje-hobby-584608.shtml

Aproveitar as férias para fazer um curso no exterior de gastronomia, dança ou história da arte é ótima oportunidade para praticar um idioma estrangeiro, conhecer gente interessante e curtir algo que você goste

No ano passado, a consultora fi nanceira Soraia Marioti, de 25 anos, foi a Buenos Aires, na Argentina, para fazer um treinamento pela IBM, empresa em que trabalhou por cinco anos há um mês ela foi trabalhar na Diageo, fabricante de bebidas. Todos os dias, ela frequentava o mesmo restaurante portenho. No último dia de viagem, a convite do chef, entrou na cozinha e colocou a mão na massa.

[CORTAR]Ao voltar ao hotel, percebeu que tinha praticado mais espanhol nas poucas horas que levou para preparar seu prato do que em qualquer curso de idiomas. Soraia gostou tanto da experiência que, para seguir praticando o espanhol, pretende se inscrever num curso de história da arte, em Madri, na Espanha.

Quem já viajou com o intuito de curtir um hobby e praticar um idioma aprova a ideia. É o caso da analista Natalie Martha Giustra, de 25 anos, que viajou a Cartagena, na Colômbia, em julho de 2008, para fazer um curso de ritmos latinos. A analista já estudava espanhol em uma escola regular, mas queria colocar seu vocabulário à prova.

Além de aperfeiçoar o espanhol e aprender a dançar, Natalie começou a ver outras culturas de forma diferente. “Conheci uma realidade que não conhecia antes.” Matias Henrique K. Junior, de 43 anos, consultor de desenvolvimento organizacional e coach de executivos do Instituto EcoSocial, de São Paulo, fez, no ano passado, um curso de design de marcas de luxo em Londres, na Inglaterra.

O estudo nada tem a ver com seu trabalho atual, mas assim mesmo valeu a experiência. “Até tenho vontade de um dia trabalhar com isso, mas fi z o curso por prazer”, diz. Muitas vezes esses cursos demandam um conhecimento básico da língua. Mas algumas operadoras de turismo oferecem aulas do idioma no pacote do curso. O segredo desse tipo de viagem está no assunto escolhido. Selecionamos alguns cursos para ajudar você a defi nir sua próxima viagem. Acredite, vale a pena. “Atividades como essas tornam o profi ssional mais sagaz, global, atento e conectado”, afi rma Beth Furtado, diretora da Alia, consultoria de São Paulo.

OS CURSOS MAIS DESCOLADOS

COZINHA URUGUAIA
O curso, para profissionais ou amadores, ensina a “verdadeira cozinha uruguaia”, unindo as técnicas tradicionais e modernas. Os produtos típicos e suas aplicações são apresentados. Depois, os pratos são degustados pelos alunos.
ONDE: Montevidéu (Uruguai).
TEMPO: 4 semanas, com quatro aulas de duas horas e meia por semana. PREÇO: 3 575 pesos uruguaios.
SITE: www.gatodumas.com.uy

CULINÁRIA ITALIANA
Aprender do antepasto à sobremesa é o foco desse curso, realizado na região do Piemonte, no norte da Itália. São oferecidas hospedagem e três refeições diárias. A escola precisa fechar grupos de dez ou 15 pessoas para viabilizar o curso.
ONDE: Costigliole d’Asti (Itália).
TEMPO: 1 semana.
PREÇO: 1 400 euros
SITE: www.icifbrasil.com.br

CHEF EM LONDRES
Ensina técnicas para transformar amadores em chefs, incluindo pratos complexos.
ONDE: Londres (Inglaterra).
TEMPO: 4 semanas.
PREÇO: 2 408 libras.
SITE: www.stb.com.br

TANGO
O LaViruta é um clube que conta com aulas de tango de terças a domingos. Após as aulas, os alunos são convidados a descer ao andar de baixo para praticar em um grande salão. ONDE: Buenos Aires (Argentina).
TEMPO: a partir de 1 aula.
PREÇO: cada aula custa 20 pesos argentinos, mas tem um pacote com cinco aulas por 58 pesos.
SITE: www.lavirutatango.com

DANÇAS CARIBENHAS
Entre os ritmos tropicais ensinados nesse curso, estão a salsa e o merengue. O programa tem dez horas de aulas de espanhol, cinco horas de aulas de dança e cinco horas de atividades culturais, como visitas a museus e a lugares turísticos. O valor inclui acomodação em residência estudantil.
ONDE: Cartagena (Colômbia).
TEMPO: 1 semana.
PREÇO: 450 dólares.

HISTÓRIA DA ARTE
O curso utiliza- se de obras significativas da arte mundial para ensinar. Além das aulas em sala, os alunos vão aos museus Thyssen-Bornemisza, Nacional do Prado e Nacional Centro de Arte Rainha Sofía para verem as obras ao vivo.
ONDE: Madri (Espanha).
TEMPO: 2 semanas.
PREÇO: 280 euros
SITE: www.iart.es

MODA MODERNA
O cur so investiga a história da moda independente e alternativa dos anos 80 em diante. São apresentados os estilistas-chaves dentro desse cenário, as revoluções do estilo belga, japonês e a excentricidade britânica.
ONDE: Londres (Inglaterra).
TEMPO: 4 dias.
PREÇO: 275 libras
SITE: www.fashion.arts.ac.uk

NOÇÕES BÁSICAS DE DJ
Com apenas quatro alunos, o curso ensina a discotecar com CDs e com a mesa de som. Durante o curso, o aluno constrói o setlist (lista de músicas) que será apresentado na última noite do curso.
ONDE: Londres (Inglaterra).
TEMPO: 2 vezes por semana, durante 1 mês.
PREÇO: 495 libras
SITE: www.subbassdj.com

FOTOGRAFIA E VÍDEO EM NY
Os estudantes aprendem a narrar temas em vídeo e fotografia utilizando Nova York como inspiração. Para complementar a formação, profissionais discutem suas produções e mostram seus trabalhos.
ONDE: Nova York (Estados Unidos)
TEMPO: 4 semanas
PREÇO: 2 933 dólares + 500 reais (taxa de matrícula).
SITE: www.stb.com.br

TÊNIS
Seis aulas particulares de tênis e 40 aulas de inglês, com uma hora de duração cada. O aluno tem todo o equipamento necessário e, caso queira treinar, tem acesso livre às quadras de tênis.
ONDE: Los Angeles (EUA).
TEMPO: 2 semanas.
PREÇO: 2 025 dólares
SITE: www.ci.com.br

SURFE
São 25 aulas de inglês por semana mais 1 aula de surfe nos fins de semana, 2 durante a semana e 12 sessões de instrução. Oferece prancha, roupa e transpor te, acomodação em casa de famí l ia em quarto individual e meia pensão. ONDE: Auckland (Nova Zelândia). TEMPO: 4 semanas. PREÇO: 3 125 dólares neozelandeses. SITE: www.ci.com.br

Dei aula de inglês em empresas por 18 anos e tenho uma escola de idiomas, ensino, tradução e consultoria, há 20 anos. Já fiz muitas avaliações de nível, seguramente, devo ter avaliado mais de 2000 pessoas. Tenho observado muito as tendências das pessoas que nos buscam para estudar o idioma e decidi listar algumas dicas para quem quer dominar o inglês e utilizá-lo no ambiente corporativo:

[CORTAR]1) Aceite o inglês do jeito que ele é, não fique comparando com o português, nem dizendo que o português é muito mais fácil. Você já se perguntou por que acha que o português é mais fácil? Será que não é mais fácil porque é a sua língua nativa e está em contato com ela desde que nasceu? Já tentou ensinar português para um estrangeiro? Você verá que nossa língua não é tão simples assim, pelo contrário.

2) Faça um planejamento para seus estudos, respondendo às seguintes perguntas: o que, como, onde, quando. DISCIPLINA é fundamental.

3) Tenha os pés no chão, pois não se aprende inglês de uma hora para outra. São necessárias dedicação e persistência. Cuidado com as promessas de domínio em poucos meses. Um passo de cada vez. Quanto tempo você levou para falar português como fala hoje? Ainda, quantas palavras você conhece e usa em seu discurso em português? Controle a sua ansiedade.

4) Leia sites, livros e revistas em inglês.

5) Ouça inglês: músicas, sites de notícias, vídeos, programas de TV, filmes, podcasts etc. Para as músicas, tenha sempre as letras das que mais gosta e busque as palavras que não conhece no dicionário. Para os filmes, ouça em inglês e acompanhe com a legenda também em inglês.

6) Compre um bom dicionário ou use um da Internet.

7) Não tenha preconceitos. Há pessoas que não querem falar inglês, porque não gostam dos EUA, sua cultura e política internacional. Uma coisa é a língua, a outra é a cultura e o povo.

8 ) Perdoe seus erros, eles fazem parte do processo de aprendizado. Cuidado com a autocrítica exagerada! Não se penalize.

9) Faça lista de palavras novas e coloque em Post-it no seu monitor. Deixe-as lá até internalizá-las, ou seja, começarem a fazer parte do seu discurso. Depois disso, faça uma nova seleção de palavras e proceda da mesma forma.

10) Durante a aula, se não entendeu, pergunte, pesquise. Não deixe a dúvida passar.

11) Gramática pode até ser entediante, mas não mata ninguém. Ela é necessária para que você consiga adquirir a fluência desejada.

12) Descubra o seu estilo de aprendizagem. Há vários testes e textos sobre o assunto. Identifique qual é o seu canal de percepção mais aguçado. Isso o ajudará a acelerar o processo.

13) Escolha uma referência famosa, pode ser um ator, cantor, político, executivo, atleta etc e procure prestar atenção em como fala inglês, sua pronúncia, vocabulário que utiliza, entonação etc.

14) Por fim, coloque emoção em tudo o que fizer! Envolva-se!

Lígia Velozo Crispino

Nem todas as pessoas aprendem da mesma forma, certo?
Use o questionário abaixo para saber como educar melhor seus alunos.

Caso você não seja professor, irá ajudá-lo a entender como você aprende e melhorar sua maneira de estudar uma língua estrangeira.

Questionário SILL – sobre estratégias de aprendizagem

[CORTAR]As estratégias listadas em cada categoria não esgotam todas as possibilidades. Portanto, você, professor(a), pode decidir modificar alguma, apagar ou adicionar estratégias que considere mais relevantes a seus alunos. Você poderá também optar por trabalhar apenas uma sessão por vez com seus alunos.
Aqui está um Plano de Aula básico para a aplicação do DELL:

1. Explique aos alunos que responderão um questionário e que não há respostas corretas. Os resultados os ajudarão a entender como estão aprendendo no momento e como poderiam aprender com maior eficácia ainda.
2. Alunos completam o questionário – cerca de 15 minutos.
3. Alunos discutem suas respostas em pares – o que funciona ou não para cada um.
4. Discussão aberta com o grupo todo: há ainda outras estratégias que poderiam usar? Quais os benefícios de utilizar uma gama maior de estratégias? Como verificar quais são boas para cada um?
INVENTÁRIO DE ESTRATÉGIAS PARA APRENDIZAGEM DE LÍNGUA ESTRANGEIRA

Você encontrará afirmações sobre a aprendizagem de inglês. Por favor leia cada afirmação e escreva as respostas (1, 2, 3, 4, 5) que correspondem ao grau de verdade da afirmação:

1. NUNCA OU QUASE NUNCA VERDADEIRA

2. NORMALMENTE NÃO VERDADEIRA

3. DE CERTA FORMA VERDADEIRA

4. NORMALMENTE VERDADEIRA

5. SEMPRE OU QUASE SEMPRE VERDADEIRA

Parte A – estratégias de memória

1. Tento estabelecer relações entre o que eu já sei e as coisas novas que eu aprendo.

2. Escrevo frases com as novas palavras como forma de memorizá-las.

3. Faço conexão do som de uma nova palavra com uma imagem desta para ajudar-me a memorizá-la.

4. Lembro-me de uma palavra nova fazendo uma imagem mental da situação na qual a palavra poderia ser usada.

5. Uso rimas para lembrar novas palavras.

6. Uso cartões-relâmpagos para lembrar novas palavras na língua-alvo.

7. Dramatizo fisicamente as palavras novas.

8. Frequentemente faço uma revisão das lições.

9. Recordo as palavras novas lembrando-me da sua localização na página, no quadro, ou em um cartaz na rua.

Parte B – estratégias cognitivas

10. Digo ou escrevo novas palavras várias vezes.

11. Tento falar com nativos do idioma.

12. Pratico os sons do novo idioma.

13. Uso as palavras que eu reconheço de formas diferentes.

14. Tomo a iniciativa de começar conversações na língua-alvo.

15. Vejo programas na TV ou vou ao cinema para assistir filmes falados por nativos.

16. Leio jornais, revistas, artigos, ou similares na língua-alvo.

17. Faço anotações, escrevo bilhetes, cartas ou relatórios.

18. Primeiro dou uma lida rápida depois volto e leio cuidadosamente, prestando atenção aos detalhes.

19. Procuro palavras em português que são semelhantes às novas palavras.

20. Tento encontrar padrões (modelos).

21. Descubro o significado das palavras decompondo-as em partes que eu entenda.

22. Tento não traduzir palavra por palavra.

23. Faço sumário das informações que ouço ou leio.

Parte C – estratégias de compensação

24. Para entender palavras desconhecidas, eu tento adivinhar seu significado.

25. Quando eu não consigo me lembrar de uma palavra, eu faço gestos.

26. Experimento novas palavras, mesmo não sabendo se estão competamente corretas na língua-alvo.

27. Leio sem olhar cada palavra nova no dicionário,

28. Tento adivinhar o que a outra pessoa dirá em seguida.

29. Se eu não me lembro de uma palavra, eu uso uma palavra ou frase que significa a mesma coisa.

Parte D – estratégias metacognitivas

30. Tento criar o máximo de oportunidades para usar o idioma.

31. Observo meus erros e uso isto para melhorar.

32. Presto atenção quando alguém está falando na língua-alvo.

33. Tento descobrir formas para ser um melhor aprendiz.

34. Planejo minha agenda de forma a ter tempo suficiente para estudar.

35. Procuro pessoas com quem eu possa conversar na língua-alvo.

36. Tento criar o máximo de oportunidades de ler.

37. Tenho objetivos claros para melhorar minhas habilidades.

38. Penso sobre meu progresso na aprendizagem.

Parte E – estratégias afetivas

39. Tento ficar calmo(a) sempre que fico com medo de usar o idioma.

40. Encorajo-me a falar mesmo quando receio cometer erros.

41. Eu me dou uma recompensa quando me saio bem em situações na língua-alvo.

42. Observo se estou tenso(a) ou nervoso(a) quando estou estudando ou usando o idioma.

43. Anoto meu sentimentos em um diário sobre a aprendizagem.

44. Converso com outras pessoas sobre como me sinto quando estou aprendendo.

Parte F – estratégias sociais

45. Se não entendo algo, peço a outra pessoa para falar mais devagar ou para repetir.

46. Peço aos falantes nativos para me corrigir quando falo.
47. Pratico o idioma com outros alunos.

48. Peço ajuda a falantes nativos ou mais experientes.

49. Faço perguntas no idioma.

50. Tento aprender sobre a cultura dos falantes do idioma.

por Maristela Oliveira – Coordenadora

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